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Quero sair do meu emprego, e agora?

Publicado por Karen Carneti
em 4 de outubro de 2016

Nem sempre você se sente plena e realizada no seu trabalho. Quando isso começa a realmente atrapalhar a sua vida, é hora de pensar se vale a pena continuar no emprego. E, aí, as dúvidas surgem aos montes. Aqui, tentamos acabar com elas para lhe ajudar

Algum dia, alguém decidiu que nós deveríamos escolher nossas carreiras com 17/18 anos, logo que saímos do colégio. E assim é até hoje, quando precisamos decidir “o que fazer da vida” para podermos prestar o temido vestibular e passar em uma boa universidade.

O problema disso pode parecer óbvio, mas nem sempre é: muita gente se arrepende da área escolhida. O que não é de espantar, pois, aos 18 anos, não somos maduros o suficiente para tomar uma decisão dessas – somos?

No fim, muitas pessoas acabam em empregos que não gostam, fazendo o que odeiam, apenas porque precisam do dinheiro, por necessidade de aprovação da família ou inúmeras outras possibilidades. Com isso, vem o dilema: você quer sair do atual emprego e partir para outra, mas não sabe por onde começar. E surgem inúmeras outras dúvidas, como em qualquer situação de conflito interno.

É normal querer largar o emprego e jogar tudo para o alto?

Normalíssimo, cara leitora, mais do que você imagina. E os motivos são inúmeros: falta de reconhecimento, o já citado arrependimento da carreira escolhida e até mesmo o fator desemprego, para citar só alguns.

Algumas vezes, um momento de crise é o responsável pelo “clique” na sua cabeça. “O negócio vai mal ou o profissional perde o emprego e começa a dedicar-se profissionalmente ao hobby, que é o que ele sabe fazer bem (quando temos paixão, fazemos bem feito!). E, de repente, 'a ficha cai'! Por que não trabalhar com o que me faz feliz? E, pronto, a mudança está feita”, diz Fran Winandy, sócia-fundadora da consultoria Acalântis Executive Search.

Deixo o emprego de uma vez por todas ou espero até conseguir outro?

Primeiramente, é preciso avaliar o quão infeliz você está. De repente, a infelicidade é tão grande que você prefere vender sanduíches naturais na porta de uma faculdade a continuar no seu emprego. Neste caso, talvez seja melhor sair o quanto antes.

Mas, se você percebe que pode aguentar mais alguns meses, montar um caixa de emergência e ir procurando outro emprego, melhor ainda, porque você terá um dinheiro extra quando decidir sair de onde está no momento.

Aqui, vale a pena avaliar os prós e contras de cada opção – e, também, sua conta bancária. Afinal, é ela quem determinará se você pode ou não passar um tempo mais tranquila, sem trabalhar, apenas procurando um emprego que lhe deixe mais feliz.

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Vou parecer muito desesperada se pedir emprego para alguém pelo LinkedIn ou outra rede social?

Mais uma vez, a resposta aqui depende de alguns outros fatores. Você é íntima dessa pessoa? Costuma conversar com ela com frequência? Já a ajudou quando ela precisava de algo na esfera profissional?

Caso a resposta seja negativa, pode pegar mal bater à porta para pedir uma colocação. É isso o que afirma Fran. “As pessoas não cultivam seus relacionamentos e, quando precisam, disparam seus currículos pedindo ajuda. O que a profissional precisa compreender é que relacionamentos se constroem com o tempo e que ela deve sempre praticar o 'ganha/ganha'”, diz ela. “Muitas vezes estas pessoas usam o LinkedIn ou redes sociais para isso, mas o retorno não é bom. Eu, por exemplo, recebo uns 20 currículos por dia de pessoas que não conheço pelo LinkedIn, muitas vezes com enormes introduções, que não ajudam em nada”.

O que é mais importante atualmente para conseguir um emprego: um bom perfil no LinkedIn, currículo bacana ou uma pessoa que lhe indique dentro da empresa?

Sentimos informar, mas, os três são importantes, cada qual da sua maneira. De acordo com Fran e Andrea Deis, gestora de carreiras pela Fundação Getúlio Vargas, o discurso no LinkedIn deve estar alinhado com o perfil e com o CV. O seu currículo mostra suas competências técnicas e tem que fazer com que o gestor queira saber mais de você em uma entrevista. O seu perfil no LinkedIn é o seu currículo resumido em uma grande vitrine, para que vários profissionais possam vê-lo.

Apesar de tudo isso, a maior parte das vagas ainda é preenchida por meio de indicações. Portanto, ter um bom currículo e um perfil bem feito no LinkedIn são coisas essenciais, mas não substituem o contato pessoal. Portanto, é imprescindível trabalhar sempre no relacionamento com a sua rede de contatos.

Vale a pena sair de um emprego em que a remuneração é boa?

Esta, com certeza, é uma das dúvidas que mais ficam martelando na cabeça de quem não está mais feliz no atual emprego. Porque, apesar de a vontade de jogar tudo para o alto ser grande, nem sempre ela é possível.
“Vale a pensar no caminho para ser feliz. Planejar sempre é o melhor caminho, pois as contas e responsabilidades não deixarão de chegar. Siga em frente, mas minimize os riscos”, alerta Andrea.

É claro que existem situações praticamente impossíveis de aguentar, e isso deve ser avaliado e levado em conta. A saúde deve vir em primeiro lugar sempre. Outra coisa a ser levada em consideração é a oportunidade de mudar para algo como menor remuneração, mas que nos traga prazer. “Se esta situação é possível, sugiro que mude! Isso acontece muito com quem sonha em mudar para o terceiro setor: há um "pedágio" há pagar, pois os salários costumam ser menores. Mas a satisfação paga a diferença”, afirma Fran.

Resumindo, cara leitora: sua saúde e sua felicidade são o mais importante, e estão acima de qualquer dinheiro. Então, se planeje direitinho e deixe, sim, seu emprego, caso entenda que ele te traz mais sofrimento do que felicidade. Dinheiro nenhum no mundo paga a sua paz interior.

Este texto foi escrito por @karencarneti e editado por @cicaarra.

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