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Estou apaixonada pelo meu melhor amigo – e agora?

Publicado por Karen Carneti
em 28 de outubro de 2016

Com tantas coisas em comum e bons momentos passados juntos, não é incomum amigos se apaixonarem. Se você está a fim do seu BFF mas não sabe como lidar com a situação, lhe ajudamos a descobrir o melhor jeito de encarar o "desafio"

Você conhece seu melhor amigo há anos (às vezes, desde a infância). Vocês se dão bem, saem juntos, desabafam, viajam e fazem tudo o que amigos fazem, afinal de contas. Mas, de repente, você começa a sentir ciúmes quando ele comenta sobre outras garotas. Você deduz que é apenas um instinto protetor, afinal, você não quer “perder” seu BFF.

Então, você começa a pensar o que ele está fazendo naquele domingo chuvoso, enquanto você está em casa lendo um livro. E você percebe que queria, mesmo, era estar com ele. Ouvir sua voz, ver seu sorriso, abraçá-lo bem apertado...É, cara leitora, você provavelmente está apaixonada pelo seu amigo.

E, uma vez que se dá conta disso, entra em pânico. Conto ou não para ele? E se isso estragar nossa amizade? E se ele sente o mesmo, mas o relacionamento não for para a frente? São muitas as dúvidas que surgem quando a gente começa a gostar de alguém que, até então, era apenas mais uma pessoa querida em nossas vidas.

Conto ou não que estou apaixonada?

Se você passa por isso no momento, saiba que todos os questionamentos são comuns, porém, não precisam atrapalhar sua vida. Para Rafael Diniz de Lima, psicólogo e coautor dos livros Relacionamentos amorosos: o antes, o durante e o depois (volumes 1 e 2), a melhor forma de lidar com a situação, antes de contar seus sentimentos, é prestar atenção nos sinais da outra pessoa para entender se também existe interesse por parte dela. Se você perceber que existe reciprocidade ou que a amizade é forte ao ponto de não terminar depois do seu anúncio, está na hora de contar o que sente.

A auxiliar de e-commerce Larissa Cruz, 20, de São Paulo, passou por tudo isso, inclusive pelo medo de contar. Ela conheceu Eduardo Andrade, 19, estudante de análise e desenvolvimento de sistemas, na escola onde estudavam e logo ficaram amigos. Porém, com ele mudando de colégio e ambos namorando outras pessoas, perderam o contato durante um tempo. Há dois anos, em um Réveillon na casa dela, eles finalmente ficaram pela primeira vez, depois de muita conversa. “Quando me dei conta de tudo o que aconteceu, eu só conseguia pensar que eu estava ferradíssima, que além de ficar apaixonada eu ia perder meu ‘melhor amigo’”, conta ela. No dia seguinte, porém, Eduardo chamou Larissa para sair e eles ficaram novamente, dando uma continuação natural ao relacionamento, que hoje já dura quase dois anos.

O mesmo aconteceu com Ericka Rocha, designer de 29 anos que namora Lucas Azevedo, 26, assessor de imprensa – no entanto, ela resolveu confessar seus sentimentos antes mesmo de saber sobre os dele. Os dois trabalhavam juntos quando se tornaram amigos próximos, e ambos estavam em outros relacionamentos amorosos. Ericka percebeu que sentia algo a mais por Lucas quando uma colega de trabalho começou a demonstrar interesse no moço, já que passou a sentir ciúmes do amigo. Um dia, trocando mensagens pelo celular, ela contou que sentia ciúmes das investidas da colega de trabalho e disse que quem deveria ter uma chance de conquista-lo era ela. O rapaz correspondeu à investida e o relacionamento vai muito bem, obrigada, há três anos.

E se nossa amizade acabar porque eu contei?

Miranda de Figueiredo, psicóloga especialista em terapia de casal e família, diz que essa angústia por termos que fazer escolhas é inerente ao ser humano. A vida apresenta desafios e é preciso se posicionar frente às situações sem ter certeza se o resultado alcançado será o esperado ou não, mas é preciso ousar e ter maturidade para aceitar caso as coisas não saiam do jeito que planejamos. Ou seja: se você nunca tentar, nunca vai descobrir.

Rafael reforça o pensamento da colega. “Por mais que tenhamos a tendência de ficar na zona de conforto, nada se frutifica lá. É comum do ser humano ter medo de se envolver por ’medo de não dar certo’, mas devemos nos lembrar que na vida é constante essa incerteza e temos que aprender a lidar com ela”.

A frustração nunca é fácil, mas, às vezes, o jogo pode virar. Foi o que aconteceu com Renata Garcia, 32, servidora pública. Ela e o jornalista Breno Cabral, 24, se conheceram na igreja que frequentam e ficaram próximos. Saindo com amigos em comum quase todos os finais de semana, a amizade foi ficando cada vez mais forte, e Renata percebeu que estava a fim do amigo quando passou a sentir ciúmes (sim, sempre ele!) quando outras garotas demonstravam interesse nele.

Renata sentiu medo de perder a amizade de Breno e da falta que ele faria em sua vida caso isso acontecesse. Mesmo assim, não aguentando mais a situação, decidiu contar – mas não pessoalmente, por conta da vergonha que sentia. Então, escreveu um cartão confessando sua paixão e entregou ao amigo. Breno, no entanto, estava confuso em relação ao que sentia pela amiga e achou melhor se afastar dela. Passados dois meses e, então, com certeza de seus sentimentos, o rapaz decidiu procurá-la para ver se ainda existia a chance de um relacionamento. Estão juntos há nove meses.

Se o relacionamento acabar, a amizade já era?

Para os profissionais, não necessariamente. Mas, com certeza, não será como antes – e é preciso maturidade para lidar com isso. “Acredito sim que amizades possam ser nutridas depois de envolvimentos amorosos, mas não serão mais da mesma forma. Isso não quer dizer que serão piores ou melhores, apenas serão diferentes”.

Por isso, nossa dica final é: tente, cara leitora. A chance de a amizade ir para o espaço existe, mas não é pior conviver eternamente com a dúvida do que poderia ter sido? Pense nisso e seja feliz!

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