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Roer as unhas: conheça os prejuízos e as soluções para se livrar do mau hábito

por Monique Garcia Publicado em 24 de dezembro de 2015
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E nem ouse em colocar a mão na boca enquanto lê essa matéria!

Na rotina dos ansiosos de plantão, as unhas exercem função extra: além de protegerem os dedos – sua verdadeira missão – são válvulas de escape para descontar as tensões do dia a dia. “E, se não houver força de vontade, torna-se uma compulsão difícil de controlar”, salienta Murilo Drummond, dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia (RJ).

Saúde em jogo

O simples ato de levar a mão à boca já é uma boa deixa para impurezas, como resíduos e bactérias acumulados, adentrarem o organismo. Para piorar, bancar a roedora pode destruir a lâmina ungueal e as cutículas, que atuam como barreira de defesa na região. “Uma vez lesionadas, ficam mais propensas a infecções”, avisa Sara Bragança, dermatologista da Sociedade Brasileira de Medicina Estética (RJ). Hepatite A, gripes e viroses estão entre elas.

Prejuízos estéticos para as próprias unhas

Vamos combinar que a aparência das unhas roídas não é nada bonita, né? Ficam curtas, irregulares e até mesmo fracas e porosas. “As substâncias ácidas da saliva, que estão em constante contato com as garras, são as principais responsáveis por prejudicá-las”, diz Murilo Drummond. Em alguns casos, quando a matriz é ferida, podem ganhar até estrias. Há traumas, por sua vez, que provocam a perda definitiva – parcial ou total – da unha.

Os dentes também ficam comprometidos

Eles podem sofrer desgaste e rachaduras no esmalte e até fraturas. “Também há riscos de ocorrerem alterações na mordida e as chances de desenvolver cáries é aumentada”, alerta Sara Bragança.

Como brecar o mau hábito

~ “Muitas vezes, as pessoas começam a roer as unhas por conta das pelinhas soltas nos dedos”, lembra Sara Bragança. O macete, nesse caso, é sempre manter a manicure em dia. Isso inclui usar esmaltes de sua cor favorita; afinal, quem terá coragem de estragar garras tão bonitas?

~ Aposte em bases ou soluções que contenham substâncias de sabor amargo, como Mavala Stop, da Mavala (R$ 77), que funciona como um “lembrete” para que os dedos não cheguem nem perto da boca.

~ Sempre que bater vontade de roer as unhas, tente identificar as situações que provocam esse desejo para treinar o autocontrole. “E fique atenta para, caso se distraia e leve o dedo à boca, interrompa imediatamente o ato”, ensina Murilo Drummond.

~ Extravase suas aflições em atividades físicas, boa estratégia para aumentar a produção de serotonina, o hormônio do prazer e da felicidade.

~ Casos extremos requerem acompanhamento psicológico.

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