Entre adrenalina, filas e parques cheios, viajantes do Brasil buscam rotas certeiras para divertir crianças e adultos na Europa.
Enquanto a Europa segue referência em museus e mesas estreladas, um mapa paralelo chama pais e jovens: o dos parques temáticos. A estrela do momento fica na Catalunha, mas a lista vai de clássicos históricos a complexos modernos com mais de 100 atrações.
Velocidade que assusta: a Ferrari a 180 km/h
No Ferrari Land, parte do complexo PortAventura World, a Red Force virou cartão-postal da velocidade. A montanha-russa acelera até 180 km/h e desponta a 112 metros, entregando um topo em formato de “U” que derruba o estômago e a timidez de novatos.
A Red Force combina 180 km/h com 112 m de altura. O visual da Costa Dourada fica minúsculo no topo — e o coração dispara.
Para quem viaja com família, o próprio Ferrari Land oferece áreas interativas e simuladores mais amigáveis. Já ao lado, o PortAventura Park soma mais de 40 atrações, e o Caribe Aquatic Park amplia o refresco nos dias mais quentes.
Como organizar a visita ao PortAventura World
- Ingressos: combos que unem Ferrari Land, PortAventura Park e parque aquático podem reduzir o custo por dia.
- Filas: modalidades de acesso rápido (como passes express) encurtam espera nos picos de temporada.
- Transporte: trens regionais partem de Barcelona; hospedar-se em Salou ou Tarragona corta deslocamentos.
- Altura: a Red Force costuma exigir estatura mínima de 1,40 m; verifique limites atualizados no momento da compra.
- Clima: ventos fortes podem suspender operações em atrações altas; leve isso em conta ao escolher a data.
Polônia acelera com Zadra e um parque de três dígitos
O Energylandia, em Zator, virou caso sério na Europa Central. O parque reúne mais de 100 atrações, de áreas infantis a montanhas-russas de respeito. O destaque recai sobre a Zadra, híbrida de aço e madeira que alcança 121 km/h e mergulhos acentuados.
No Energylandia, a variedade impressiona: mais de 100 atrações e uma estrela híbrida, a Zadra, que chega a 121 km/h.
Os preços variam conforme a temporada e começam em valores divulgados na moeda local. Para famílias, a vantagem está nas zonas infantis e no equilíbrio entre brinquedos molhados e trilhos radicais. Prepare o roteiro com antecedência: o parque é grande e as distâncias internas consomem tempo.
Clássicos que resistem ao tempo: Tivoli e Prater
Em Copenhague, o Tivoli Gardens entrega história viva desde 1843. O parque mantém charme romântico, jardins, iluminação noturna e atrações clássicas. A velha montanha-russa com freio de mão, de 1914, segue operando e rende sorrisos nostálgicos. Ingressos combinados com brinquedos partem de 359 coroas dinamarquesas.
Em Viena, o Prater funciona como área de lazer aberta, com entrada franca e atrações pagas à parte. A roda-gigante histórica oferece vista da capital austríaca e compõe o roteiro perfeito para quem quer mesclar parque e passeio urbano.
Para crianças pequenas: Legoland Deutschland e Efteling
Günzburg, no sul da Alemanha, abriga a Legoland Deutschland, pensada para os pequenos. O parque soma dezenas de atrações focadas em criatividade, maquetes detalhadas e experiências que misturam jogo e educação, com milhões de peças de Lego espalhadas em áreas temáticas.
Já o Efteling, na Holanda, trabalha com fábulas, mitos e lendas desde 1952. A atmosfera imersiva, os bosques de contos de fadas e espetáculos com toque sombrio agradam tanto crianças quanto adultos que gostam de narrativas bem construídas.
Ícones franceses: Disneyland Paris e Parc Astérix
Nos arredores da capital francesa, a Disneyland Paris reúne dois parques lado a lado: Disneyland Park e Walt Disney Studios Park. Há atrações queridas do público, como montanhas-russas indoor e a “Torre do Terror”, além de sete hotéis temáticos e um centro de compras e entretenimento no estilo americano.
Perto dali, o Parc Astérix celebra as aventuras de Asterix e Obelix com áreas temáticas e montanhas-russas que não poupam curvas. Famílias com adolescentes encontram ali um meio-termo entre personagens clássicos e trilhos intensos.
Roteiro pelo mapa: Itália, Bélgica, Suécia, Tchéquia e Reino Unido
- Gardaland (Itália): próximo a Verona, combina áreas infantis com atrações radicais e um espaço dedicado à Peppa Pig.
- Plopsaland Belgium (Bélgica): no litoral, a cerca de 140 km de Bruxelas, destaca personagens locais e áreas coloridas para crianças.
- Liseberg (Suécia): o maior da Escandinávia alterna brinquedos modernos, zonas infantis e casas de terror como “Zombie”.
- Mirakulum Park (República Tcheca): ao ar livre, com foco educativo; tem castelo de torres e labirinto entre arbustos.
- Blackpool Pleasure Beach (Reino Unido): à beira-mar, soma dez montanhas-russas e atrações inspiradas na Nickelodeon.
Comparativo rápido para acertar o parque certo
| Parque | País | Destaque | Perfil ideal |
|---|---|---|---|
| Ferrari Land | Espanha | Red Force a 180 km/h e 112 m | Adultos e teens que buscam adrenalina |
| Energylandia | Polônia | Mais de 100 atrações e Zadra | Famílias com diferentes idades |
| Tivoli Gardens | Dinamarca | História, jardins e charme noturno | Casais e famílias que curtem clima clássico |
| Legoland Deutschland | Alemanha | Criação com blocos e áreas infantis | Crianças menores |
| Disneyland Paris | França | Dois parques e sete hotéis temáticos | Quem quer experiência Disney na Europa |
Quando ir, quanto gastar e como evitar perrengue
Temporada define a experiência. No verão europeu, filas alongam e atrações aquáticas viram refúgio. Primaveras e outonos oferecem clima mais ameno e públicos menores, mas alguns parques operam em horários reduzidos ou por temporadas. Cheque calendário e eventos especiais, como noites temáticas e Halloween.
- Compra antecipada: ingressos online costumam sair mais baratos que na bilheteria.
- Ingressos datados: em alta temporada, datas garantidas evitam portas fechadas por lotação.
- Fila rápida: passes pagos salvam horas em atrações de grande procura.
- Altura mínima: verifique a régua oficial do parque para não frustrar as crianças na entrada do brinquedo.
- Roupas e logística: tênis confortável, capa de chuva leve e planejamento de refeições reduzem pausas longas.
- Transporte: considere trens regionais e ônibus dedicados; algumas estações ficam em frente aos parques.
- Orçamento: combine dias de parque com passeios gratuitos pelas cidades próximas para equilibrar custos.
Para quem não curte queda livre
Simuladores, dark rides e espetáculos ajudam a levar a viagem sem sustos. No Ferrari Land, simuladores temáticos dão gosto de pista sem loopings. Em parques como Efteling e Disneyland Paris, atrações narrativas usam efeitos visuais, trilha sonora e automação para contar histórias sem exigir coragem de montanha-russa.
Segurança e preparo físico
Restrições de altura e avisos de saúde existem por um motivo. Leve em conta hipertensão, problemas de coluna e histórico cardíaco. Hidrate-se, faça pausas e não subestime o sol de verão, especialmente em filas externas. Em atrações lançadas, como a Red Force, siga as orientações da equipe e prenda objetos com antecedência.
Dica final para famílias brasileiras
Monte o roteiro por faixas etárias. Una um dia de trilhos intensos a outro de parques com foco infantil, como Legoland ou Plopsaland. Se a viagem incluir Paris, avalie dois dias para a Disney e outro para o Parc Astérix. Na Catalunha, o trio Ferrari Land + PortAventura Park + Caribe Aquatic Park cobre perfis diferentes sem mudar de base.
Quem coleciona parques pode transformar a viagem em projeto: comparar recordes, testar simuladores, alternar história e tecnologia. A graça mora nesse equilíbrio — do freio de mão centenário em Copenhague ao disparo vermelho que rasga 180 km/h na costa espanhola.



180 km/h sur la Red Force ? 😱 Je crois que j’oserai… un jour 🙂