Você consome isso sem saber: médico lista 10 piores alimentos, 5% de açúcar e 2.000 mg de sódio

Você consome isso sem saber: médico lista 10 piores alimentos, 5% de açúcar e 2.000 mg de sódio

Da lancheira ao pós-treino, escolhas comuns mudam seu humor, seu coração e seu bolso — e passam despercebidas na etiqueta.

Em 2025, o médico Hussein Awada (CRM-SP 177707) reacende o debate ao apontar os 10 produtos mais problemáticos do dia a dia. A lista traz itens populares, vendidos como práticos ou “fit”, que acumulam açúcar, sódio, gorduras ruins e aditivos. O tema mexe com hábitos de milhões de brasileiros e pede ação imediata no carrinho e na cozinha.

Por que a lista de 10 itens preocupa

Esses produtos se concentram em um mesmo pacote de riscos: excesso de açúcares livres, gorduras trans de óleos parcialmente hidrogenados, sódio alto, corantes e conservantes. O consumo frequente pressiona o metabolismo, eleva a pressão, desregula a glicose e favorece ganho de peso e gordura abdominal. Crianças e adolescentes sentem mais, porque ingerem proporcionalmente mais ultraprocessados.

OMS: reduzir gorduras trans a zero, manter açúcares livres abaixo de 10% das calorias (ideal perto de 5%) e limitar sódio a 2 g por dia (cerca de 5 g de sal).

Além da carga de aditivos, muitos desses itens oferecem pouco aporte de fibras, vitaminas e proteínas. Resultado: fome volta rápido, cansaço aparece mais cedo e o desejo por doces aumenta ao longo do dia.

Os 10 piores e trocas que funcionam

Produto Por que preocupa Troca rápida
Isotônicos artificiais Açúcar, corantes e fosfatos; raramente necessários para quem não treina pesado Água com pitada de sal e limão em treinos longos; água no dia a dia
Cereais matinais açucarados Marketing de “saudável”, mas com alto teor de açúcar e aditivos Aveia, granola caseira sem açúcar, farelo de trigo
Bolachas/biscoitos recheados Açúcar alto e gorduras de má qualidade Fruta com pasta de amendoim ou iogurte natural
Energéticos Muita cafeína e estimulantes; insônia e palpitações Café coado, chá preto em pequena quantidade, água gelada
Fast food Sódio elevado, gorduras saturadas e aditivos Lanche caseiro com pão integral, carne magra e salada
Açúcar refinado Eleva triglicerídeos e gordura abdominal Reduzir aos poucos; usar fruta madura para adoçar preparos
Margarina Pode conter gordura trans dependendo do processo Azeite extravirgem; checar rótulo e evitar “hidrogenada”
Embutidos Conservantes ligados a aumento de risco de câncer colorretal Carnes frescas, frango desfiado, patês caseiros
Óleos parcialmente hidrogenados Fonte industrial de gordura trans Evitar; usar azeite extravirgem em pequena quantidade
Refrigerantes Açúcar e aditivos; impacto metabólico Água com gás e limão; chá gelado sem açúcar

O detalhe por trás de cada escolha

Isotônicos só fazem sentido para exercícios prolongados e intensos. Em treinos leves, água resolve sem extras. Energéticos entregam 80 a 160 mg de cafeína por lata e combinam estimulantes, o que mexe com sono e pressão. Refrigerantes comuns somam cerca de 35 a 39 g de açúcar por lata de 350 ml. Duas latas já encostam na meta diária sugerida pela OMS para muitas pessoas.

Cereais matinais “doce disfarçado” abrem a manhã com pico glicêmico. A fome retorna antes do almoço. Biscoitos recheados combinam farinhas refinadas, açúcar e óleos ruins. Fast food carrega sódio que pode ultrapassar 1.500 mg em um combo, sem contar molhos e sobremesa.

Margarina merece lupa: algumas versões já não têm trans, outras ainda usam “gordura vegetal hidrogenada”. A leitura do rótulo decide a compra. Óleos parcialmente hidrogenados sustentam a maior fonte de trans industriais, que elevam o LDL e reduzem o HDL. Açúcar refinado mantém o ciclo de desejo por doce, inflamação e acúmulo de gordura visceral.

Embutidos como salsicha, presunto e mortadela aparecem classificados pela OMS como carcinogênicos do Grupo 1 para humanos.

Guia rápido para ler rótulos

  • Liste ingredientes: quanto menor e mais simples, melhor.
  • Evite termos como “gordura vegetal hidrogenada” e “óleos parcialmente hidrogenados”.
  • Açúcar tem muitos nomes: sacarose, xarope de glicose, maltodextrina, dextrose, frutose.
  • Compare porção e consumo real. Duas porções cabem fácil em um lanche.
  • Atenção aos selos de advertência no Brasil para alto teor de açúcar adicionado, sódio e gordura saturada.
  • Mire menos de 2.000 mg de sódio/dia e reduza açúcares livres para perto de 5% das calorias.
  • Prefira produtos com pelo menos 3 g de fibras por porção em itens de café da manhã.

Impactos no corpo que você sente no dia a dia

Excesso de açúcar provoca picos e quedas de glicose. Você sente sonolência, irritação e vontade de beliscar. Sódio alto retém líquido, aumenta a pressão e causa inchaço. Gordura trans mexe com o colesterol, o que pressiona o coração. Estimulantes dos energéticos bagunçam o relógio biológico. Corantes e conservantes podem ativar reações em pessoas sensíveis, em especial crianças.

Fígado e pâncreas trabalham mais quando a rotina mistura doces, frituras e bebidas açucaradas. O corpo gasta energia tentando “apagar incêndios” metabólicos. A atividade física ajuda, mas não compensa um padrão alimentar ruim. Trocar o ambiente da despensa muda o jogo.

Como começar a mudar hoje

  • Troque o cereal açucarado por aveia com banana e canela.
  • Substitua a lata de refrigerante por água com gás e fatias de laranja.
  • Monte marmitas simples: arroz integral, feijão, proteína magra e legumes.
  • Reduza embutidos; use frango desfiado temperado em casa para sanduíches.
  • Troque margarina por azeite extravirgem no pão ou na finalização.
  • Limite energéticos a situações pontuais; priorize sono e café coado.
  • Leia rótulos por 15 dias seguidos. O hábito vira filtro automático.

Uma simulação que cabe no seu dia

Itens Açúcar aproximado Sódio aproximado
1 lata de refrigerante (350 ml) 35–39 g 10–30 mg
Combo de fast food (sanduíche + batata + molho) 10–20 g 1.300–1.800 mg
2 biscoitos recheados 10–14 g 80–150 mg
Total parcial 55–73 g 1.390–1.980 mg

Esse recorte já encosta no limite de sódio do dia e passa do razoável para açúcares livres, sem contar o restante das refeições. Com duas trocas simples — água no lugar do refrigerante e lanche caseiro — você derruba esses números.

O que dizem recomendações de saúde

Diretrizes internacionais pedem a eliminação de gorduras trans industriais e a redução de açúcares livres. No Brasil, a rotulagem frontal ajuda a identificar alto teor de açúcar adicionado, sódio e gordura saturada. Ler a lista de ingredientes continua decisivo, porque indica a presença de óleos parcialmente hidrogenados e de adoçantes que mantêm o paladar treinado para o doce.

Reduzir ultraprocessados, priorizar alimentos frescos e cozinhar mais vezes na semana muda indicadores em poucas semanas.

Complementos úteis para ampliar o tema

Sobre a classificação de ultraprocessados: a abordagem mais prática é pensar em grau de interferência industrial. Quanto maior a lista de aditivos e menor o reconhecimento dos ingredientes na sua cozinha, maior a chance de o produto atrapalhar sua saúde. Essa régua simplifica a decisão de compra no mercado.

Um exercício viável é o “desafio dos 15 dias”: registre bebidas açucaradas, embutidos, biscoitos e frituras. Substitua por água, frutas, castanhas, iogurte natural, pão integral e preparos caseiros. Meça cintura e qualidade do sono antes e depois. A maioria das pessoas relata menos inchaço, mais disposição e controle da fome no período.

1 thought on “Você consome isso sem saber: médico lista 10 piores alimentos, 5% de açúcar e 2.000 mg de sódio”

  1. Article très intéressant et concret. Les rappels OMS (5% de sucres libres, 2 g de sodium max) aident à cadrer les choix. J’ai aimé les substitutions simples: eau + citron, avoine le matin, lire la liste d’ingrédients. Ce genre de guide évite les pièges du marketing “fit”. Je vais tenter le defi des 15 jours et noter sommeil et tour de taille. Merci pour la clarté!

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