Da balada à praia urbana, uma peça que parecia datada reaparece. O clima esquenta. As opiniões, também.
O vestido bandage retorna com novos materiais, cortes menos rígidos e leitura contemporânea. A promessa não é repetir 2010, e sim ressignificar sensualidade e conforto em plena temporada de calor.
Da fama à rejeição, e a nova virada
O bandage surgiu nos anos 1980 com Azzedine Alaïa e ganhou assinatura própria com Hervé Léger nos 1990. O molde ajustado, feito de tiras elásticas, virou ícone nos tapetes vermelhos e depois no circuito de festas dos anos 2010. O excesso cansou. A imagem ficou colada ao exagero e à compressão.
Em 2025, a peça reapareceu com fôlego. Tecidos mais macios, elasticidade equilibrada e modelagens que abraçam o corpo, sem sufocar, apontaram uma nova direção. Celebridades como Hailey Bieber e Kaia Gerber deram visibilidade a essa virada. O movimento cria base para o salto de popularidade no verão 2026.
O bandage de agora valoriza curvas, permite movimento e conversa com múltiplos estilos, do minimal ao glam.
O que muda no verão 2026
Tecidos e modelagens
As versões atuais priorizam malhas técnicas com toque suave. A gramatura fica mais leve, e a elasticidade distribui a pressão. O caimento não marca tanto. A silhueta segue definida, mas com folga estratégica em pontos de mobilidade, como quadril e axilas.
- Bustos com estrutura interna discreta oferecem sustentação sem bojo rígido.
- Fendas funcionais garantem ventilação e facilidade ao caminhar.
- Fechos invisíveis e costuras planas reduzem atrito na pele.
- Comprimentos variam do midi ao longo, com menos ênfase no micro curto.
Cores e acabamentos
A paleta ganha amplitude. Neutros sofisticados seguem fortes. Tons solares e metalizados leves aparecem à noite. Texturas caneladas e microtiras atualizam o olhar, enquanto faixas diagonais criam efeito de cintura, sem apertos extremos.
Menos compressão, mais arquitetura: o bandage 2026 troca a “armadura” por um desenho que respira.
2010 x 2026: o que ficou para trás e o que chegou
| Aspecto | 2010 | 2026 |
|---|---|---|
| Modelagem | Ultrajusta, foco em compressão total | Ajuste estratégico, mobilidade preservada |
| Tecido | Pesado, elástico denso | Malhas técnicas leves, toque macio |
| Estilo | Balada e tapete vermelho | Do dia à noite, styling versátil |
| Mensagem | Performance e glamour maximalista | Autonomia, conforto e presença |
Como usar no calor brasileiro
O verão pede respirabilidade. Combine o bandage com sandálias de tiras e acessórios de textura natural para suavizar o impacto. Para trabalho criativo ou eventos diurnos, jogue uma camisa leve aberta por cima. À noite, aposte em metalizados discretos e bolsa pequena.
- Para o dia: cores claras, comprimento midi, sandália baixa.
- Para a praia urbana: versão canelada, jaqueta de linho e rasteira.
- Para a noite: recortes moderados, tom profundo, salto confortável.
- Para casar com alfaiataria: blazer desestruturado e mule.
Quem prefere discrição pode optar por decotes quadrados e alças largas. Quem busca alongar a silhueta deve considerar fendas frontais e faixas diagonais. O segredo está no equilíbrio entre pele à mostra e informação de moda.
Quem já apostou e por que isso importa
Referências recentes de passarela e street style reativaram o interesse. Hailey Bieber e Kaia Gerber usaram versões fluidas e minimalistas, abrindo espaço para leituras mais maduras da peça. O nome Hervé Léger reaparece em vitrines com direção criativa focada em leveza e inclusão de tamanhos.
Para o público, esse movimento sinaliza aceitação social mais ampla. O bandage deixa de ser uniforme de balada e entra em contextos variados. A etiqueta do “cafona” perde força quando o corte conversa com o dia a dia e com a diversidade de corpos.
Cuidados de compra e manutenção
Ajuste no corpo decide a compra. A peça precisa firmar, sem limitar respiração. Faça o teste da escada: suba degraus e avalie mobilidade. Verifique transparência sob luz forte. Observe o retorno do elástico após esticar com as mãos: o tecido deve voltar sem formar bolsas.
- Lave do avesso em água fria e seque à sombra para preservar a elasticidade.
- Guarde dobrado para evitar deformação nas alças.
- Evite cintos muito apertados, que podem marcar as faixas.
Preços variam de algumas centenas a alguns milhares de reais, conforme material e grife. Aluguel e brechó de curadoria reduzem custo e impacto ambiental. Em segunda mão, verifique desgaste nas costuras e perda de compressão.
Erros comuns que derrubam o visual
- Tecido grosso demais no calor, causando desconforto visível.
- Numeração pequena, criando marcas nos ombros e quadris.
- Excesso de brilhos em ambientes diurnos.
- Salto muito alto com comprimento mini, que limita movimento.
Ideias de styling para vários corpos
Para realçar busto, decote coração com alça larga distribui peso. Para suavizar quadris, faixas diagonais e tons escuros funcionam. Para alongar pernas, sandálias da cor da pele e fendas centrais ajudam. Gestantes podem buscar versões em malha canelada com cintura alta e elástico suave.
O objetivo não é moldar pessoas ao vestido, e sim adaptar o vestido às pessoas.
Radar de tendência para além do vestido
A reabilitação do bandage reverbera em tops estruturados, saias midis elásticas e macacões de malha técnica. A lógica é a mesma: contorno que respeita movimento. Marcas de moda praia flertam com recortes inspirados nas faixas, criando integração entre daywear e noite.
Para quem quer testar sem compromisso, comece por saias bandage combinadas a camisetas brancas. O contraste tira o look do lugar-comum e reduz a pressão estética. Outra porta de entrada são tops com alças largas usados sob blazers. A leitura fica atual e funcional para escritórios flexíveis.
Para pensar antes de aderir
Mapeie seu uso real. Se a agenda pede eventos ao ar livre, priorize versões com fenda, malha respirável e cores claras. Se a rotina inclui metrô e longas caminhadas, procure modelos com forro macio e salto confortável. Um bom bandage dura várias temporadas quando a escolha considera clima, mobilidade e manutenção.
Se a memória dos anos 2010 ainda pesa, use o contraste como estratégia. Misture o vestido a peças de alfaiataria leve, tênis limpo, bolsas estruturadas pequenas e joias minimalistas. O resultado sinaliza 2026: sensual, prático e sem caricatura.



Je me souviens du bandage ultra-compressif qui grattait sous la chaleur… Promis que les nouvelles mailles respirent vrament et ne marquent pas les hanhes? J’ai peur de revivre la gêne de 2010, même avec les fentes “fonctionnelles”.
Franchement oui pour l’été 2026 🙂 Moins de compression, plus d’architecture, je signe! Je vois bien un midi cannelé couleur sable, sandales basses et petite chemise légère ouverte par-dessus. Sensualité sans caricature, parfait pour la plage urbaine après le boulot.