Sol de primavera, prainha cheia e celulares em punho. O que começou como uma pescaria de fim de tarde virou história para contar.
Famílias aproveitavam a faixa de areia quando um trio de pescadores travou uma disputa que prendeu a atenção de quem passava. Em poucos minutos, a roda aumentou, e a curiosidade virou torcida. O desfecho trouxe festa e muitos registros.
O que aconteceu na prainha
Em 25 de outubro, em Cardoso, no noroeste paulista, três amigos fisgaram um pintado de aproximadamente 50 quilos às margens da prainha municipal. A captura exigiu revezamento na vara, trabalho de paciência e leitura das investidas do peixe. Quem estava no local cercou o trio, fotografou e vibrou a cada avanço.
Peixe estimado em 50 kg, disputa de 45 minutos e uma plateia improvisada: um momento raro para uma prainha urbana.
Quem estava no time vencedor
A pescaria reuniu pessoas de gerações diferentes, unidas pelo mesmo hobby e pela calma necessária para segurar a pressão.
| Nome | Idade |
|---|---|
| Nayara Saloa Thomaz Garcia | 38 |
| Alex dos Anjos | 46 |
| Rodrigo Ferreira | 21 |
Segundo o grupo, a estratégia foi simples e eficiente: cada um assumiu a vara por períodos curtos, evitando a exaustão. Assim, mantiveram a pressão constante sobre o peixe sem arriscar a perda da linha.
Como foi a briga com o peixe
Revezamento e leitura do fundo
O peixe tomou linha logo na primeira corrida e alternou mergulhos com arranques laterais, típicos de grandes bagres. O trio diminuiu o freio quando o peixe buscou o fundo e recuperou a folga em cada brecha. O processo se repetiu por cerca de 45 minutos até o cansaço do animal.
A luta durou aproximadamente 45 minutos, com revezamento para preservar forças e não arrebentar a linha.
Como a beira da água virou arquibancada
Turistas e banhistas cercaram o ponto de captura, abriram espaço e registraram a cena. Quando o pintado apareceu na lâmina d’água, a reação foi de euforia. Crianças se aproximaram, adultos gritaram instruções e a vibração na areia lembrou jogo de campeonato.
Por que o pintado chama atenção
O pintado (Pseudoplatystoma corruscans) é um dos maiores peixes de água doce do Brasil. Com corpo alongado e pintas escuras bem marcadas, ele habita calhas profundas de grandes rios e costuma se alimentar ao entardecer e à noite. Exemplares podem superar 1,80 m e ultrapassar 80 kg.
Espécie nativa de grande porte, o pintado pode chegar a mais de 1,80 m e passar dos 80 kg em ambientes ideais.
Esporte, mesa e cultura
No país inteiro, o pintado ocupa lugar cativo na pesca esportiva e na culinária tradicional. Costuma render postas firmes, ideais para moquecas, assados e caldeiradas. Por isso, quando aparece um exemplar desse porte em área de lazer, o acontecimento vira notícia entre pescadores e moradores.
Do anzol ao almoço de sábado
Depois da comemoração, o trio limpou o peixe e dividiu as postas com a família no almoço do fim de semana. A partilha, muito comum nas cidades do interior, transformou a façanha em encontro. A mesa cheia coroou uma pescaria rara para a prainha.
O peixe rendeu postas generosas e virou almoço compartilhado com familiares, reforçando o clima de celebração.
Diferenças visuais: pintado x peixes parecidos
Na região, pescadores por vezes confundem o pintado com a cachara, espécie aparentada. Pequenas pistas ajudam a identificação em campo:
- Pintado: pintas arredondadas e linhas escuras quebradas ao longo do corpo; cabeça mais ampla e desenho menos “reticulado”.
- Cachara: padrão de “rede” mais fechado e listras contínuas; corpo com manchas formando figuras geométricas.
- Tamanho e comportamento variam conforme o rio, a época e a pressão de pesca.
Quer tentar a sorte? Pontos práticos para o leitor
Planejamento e respeito às regras
Quem pretende pescar na região precisa checar a legislação vigente para a bacia hidrográfica, períodos de defeso (piracema) e tamanhos mínimos. Em São Paulo, a piracema costuma ocorrer entre novembro e fevereiro, com restrições de captura e transporte de espécies nativas. Consulte as normas antes de sair de casa.
- Licença de pesca atualizada e documento com foto.
- Uso de anzóis e linhas compatíveis com peixes grandes para reduzir o tempo de briga.
- Respeito a cotas, tamanhos e áreas de proteção permanente.
- Descarte correto de linhas e iscas; nada de lixo na areia ou na água.
- Se optar pelo pesque e solte, mantenha o peixe sempre na água, minimize manuseio e devolva rapidamente.
Segurança na beira da água
Mesmo à beira de prainha, correntes podem enganar. Evite entrar além da linha segura, especialmente com crianças. Em caso de captura de peixes grandes, mantenha distância de pedras escorregadias e não enrole a linha nas mãos. O foco precisa ficar no controle do freio e no posicionamento.
Valor nutricional e aproveitamento integral
O pintado oferece proteínas de alto valor biológico e baixo teor de espinhas em postas. Para um aproveitamento completo, a cabeça e o espinhaço rendem caldos encorpados, enquanto as postas podem ir ao forno com legumes ou à panela com tomate, pimentão e coentro. Resfriamento rápido e armazenamento adequado preservam textura e sabor.
Quando a natureza dá espetáculo
O registro de um pintado desse porte às margens de uma prainha urbana reforça a importância de rios com fluxo e qualidade de água suficientes para sustentar grandes predadores. Esses encontros mostram que, quando o ambiente oferece abrigo e alimento, a vida responde.
Curiosidades que ajudam na próxima pescaria
- Horário de atividade: o crepúsculo costuma ser produtivo para peixes de fundo.
- Comportamento: grandes bagres alternam corridas e mergulhos; paciência e freio ajustado entram como aliados.
- Peso e foto: ao erguer o peixe para imagens rápidas, sustente o corpo com as duas mãos para não lesionar a coluna do animal, se for soltura.
A cena de Cardoso combina técnica, persistência e um pouco de sorte. Para quem lê e pensa em tentar, a receita passa por planejamento, respeito à lei e atenção ao ambiente. Em dias bons, a prainha oferece um espetáculo que faz a cidade parar por alguns minutos e transformar pescadores em protagonistas.



45 minutes de combat ? J’aurais lâché à 10… Respect au trio, c’est de l’endurance incroybale !
50 kg annoncés sans balance officielle, vous avez au moins mesuré la longueur? Pas pour chipoter, mais ça m’intrigue.