Você esteve lá? AC/DC no Brasil: 1985, 1996, 2009 e 2026 em noites que o país não esquece jamais

Você esteve lá? AC/DC no Brasil: 1985, 1996, 2009 e 2026 em noites que o país não esquece jamais

De estádios a festivais, gerações de fãs viveram noites de chuva, lama, confetes e riffs que moldaram amizades duradouras.

A trajetória da banda australiana no país sempre misturou números gigantes, imprevistos técnicos e momentos de arrepiar. Cada retorno rearranjou memórias e abriu espaço para novos rituais de camiseta preta, coros e guitarras afiadas.

Quatro capítulos que formam uma lenda

O primeiro estouro em 1985

A primeira visita aconteceu no festival que mudou o mapa dos grandes shows no Brasil. Em janeiro de 1985, duas apresentações reuniram multidões na Cidade do Rock. Na quinta noite do evento, cerca de 250 mil pessoas viram o grupo fechar o dia após Barão Vermelho e Scorpions, em um clima tenso por vaias a outras atrações. Quatro dias depois, na chamada noite do metal, mais de 280 mil fãs assistiram ao encerramento depois de Whitesnake e Ozzy Osbourne.

O impacto visual quase repetiu a turnê mundial, mas o sino original de Hells Bells não veio ao palco. A organização precisou substituí-lo por uma réplica de gesso, porque a estrutura não suportava o peso do original. A fase ainda preservava o gigantismo de Back in Black, embora a popularidade tivesse oscilado no início da década.

Em 1985, duas noites icônicas somaram cerca de 530 mil pessoas e consolidaram o país na rota do hard rock.

As escolhas de repertório alternaram clássicos como Back in Black, Highway to Hell e For Those About to Rock (We Salute You), com espaço para faixas de então, em uma sequência pensada para manter a plateia em ebulição do primeiro riff ao último canhão.

A volta de 1996 com demolição cenográfica

Depois de um hiato de mais de dez anos, a banda retornou em 1996, ainda maior, apoiada pelo disco Ballbreaker. A turnê produziu imagens memoráveis graças ao guindaste que içava uma bola de demolição para “derrubar” o cenário de abertura. O produtor Rick Rubin assinou o álbum, e Phil Rudd voltou à bateria — um reencontro que pesou no som.

Curitiba recebeu mais de 30 mil fãs na Pedreira Paulo Leminski. Em São Paulo, o Pacaembu passou de 40 mil pessoas. Um set coeso equilibrou Thunderstruck, You Shook Me All Night Long e clássicos setentistas, mantendo a plateia em constante coro. A produção, dessa vez, espelhou a turnê internacional com fidelidade técnica.

Em 1996, a energia percussiva e a cenografia da “bola de demolição” viraram assunto de bar — e de arquivo de TV.

A noite de 2009 que virou despedida de uma era

O retorno seguinte chegou em 2009, no Morumbi, com cerca de 65 mil pessoas. O álbum Black Ice, lançado com estratégia incomum de venda exclusiva em redes de varejo na América do Norte, turbinou o interesse. O repertório juntou faixas novas e hinos de estádios, com guitarras afiadas e canhões em sincronia.

Aquela turnê acabou marcada por um adeus silencioso: foi a última com Malcolm Young, arquiteto rítmico do grupo. Diagnosticado com problemas de saúde, ele deixou os palcos em 2010. Anos depois, Stevie Young, sobrinho de Malcolm e Angus, assumiu a guitarra base, preservando o pulso de três acordes que empurra a locomotiva desde os anos 1970.

O novo capítulo de 2026 e o que esperar

A banda volta ao mesmo endereço paulistano em 24 de fevereiro de 2026, no estádio MorumBIS, com The Pretty Reckless na abertura. A agenda latino-americana inclui ainda Santiago, Buenos Aires e Cidade do México. A venda de ingressos no Brasil começa em 7 de novembro, às 10h, via plataforma oficial.

Venda de ingressos: 7/11, às 10h. Local: MorumBIS, São Paulo. Abertura: The Pretty Reckless. Datas na região confirmadas.

  • 24/02/2026 – São Paulo, Brasil (MorumBIS)
  • 11/03/2026 – Santiago, Chile
  • 23/03/2026 – Buenos Aires, Argentina
  • 07/04/2026 – Cidade do México, México

Linha do tempo dos palcos brasileiros

Ano Cidade Local Público estimado Notas
1985 Rio de Janeiro Cidade do Rock ~250 mil (15/1) + ~280 mil (19/1) Sino de Hells Bells substituído por réplica; duas noites históricas
1996 Curitiba Pedreira Paulo Leminski 30 mil+ Turnê Ballbreaker; retorno de Phil Rudd
1996 São Paulo Estádio do Pacaembu 40 mil+ Cenário com “bola de demolição” em guindaste
2009 São Paulo Morumbi ~65 mil Black Ice Tour; última turnê com Malcolm Young
2026 São Paulo MorumBIS a definir Turnê de Power Up; abertura de The Pretty Reckless

Detalhes que moldaram cada era

Em 1985, o país ganhou protagonismo com imagens aéreas e riffs que atravessaram o Atlântico. A questão técnica do sino mostrou os limites da infraestrutura de um festival nascente, mas não reduziu a catarse coletiva. Em 1996, a reunião de Phil Rudd recolocou punch e balanço no repertório, com Rick Rubin aparando arestas no estúdio. Em 2009, a montagem de estádio elevou o padrão de produção, e o show registrou o fim de uma formação.

As músicas que selaram pactos com o público

  • Anthem de abertura que muda conforme a turnê, mas mantém velocidade e tensão.
  • Sequência central com Back in Black, Thunderstruck e You Shook Me All Night Long para coros massivos.
  • Final pirotécnico com T.N.T., Highway to Hell e For Those About to Rock.

Clássicos em sequência funcionam como relógio: aquecem, explodem e encerram no ponto exato para virar memória coletiva.

Como se preparar para 2026

Organize o dia com antecedência. Chegue cedo para filas de revista e acesso digital. Baixe o ingresso oficial no celular e ative o brilho máximo na hora da leitura. Leve documento com foto. Use calçado confortável; o gramado e as arquibancadas exigem atenção a degraus e poças, caso chova.

Proteção auricular reduz fadiga e protege a audição. Hidrate-se e identifique pontos de água e banheiros ao entrar. Combine um ponto de encontro com amigos, já que o celular pode ficar sem sinal. Prefira transporte público ou aplicativos em trechos finais, evitando bolsões de bloqueio viário.

O que pode mudar no set e no palco

O grupo costuma manter uma espinha dorsal de clássicos, com duas ou três trocas ao longo da turnê. A inclusão de faixas de Power Up é provável. A cenografia tende a privilegiar canhões, sinos e telões de alta definição. A dinâmica vocal e o tempo de show ficam na casa de 2 horas, com intervalo mínimo entre blocos.

Riscos e vantagens para quem compra primeiro

Compras na abertura da venda ampliam chances de setores centrais e preços promocionais. O risco recai sobre instabilidade de filas virtuais e erros de digitação. Cadastre dados antes do início, teste cartão e tenha alternativa de pagamento. Desconfie de revendas não autorizadas; fraudes ainda circulam com QR codes clonados.

Para quem pensa em ampliar a experiência, a sequência de datas no Cone Sul permite planejar uma “rota do rock” com voos curtos entre São Paulo, Santiago e Buenos Aires. Pesquise bagagens leves, seguro e horários de metrô nas capitais para evitar atrasos e gastos desnecessários.

Leave a Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *