Moradores de Curitiba já podem ajustar planos de viagem. O calendário de longas distâncias ganha novas datas, menos conexões e mais opções para cruzar o Atlântico.
Reuniões discretas entre governo estadual e executivos de aviação amadureceram uma rota aguardada por anos. A capital paranaense volta ao mapa europeu por meio de Lisboa, hub que liga o Brasil a dezenas de cidades. A operação nasce com ajustes técnicos, mas promete mexer com turismo, negócios e logística.
A volta da ponte com a Europa
A TAP confirmou três frequências semanais entre Lisboa e Curitiba a partir de julho de 2026. O voo parte direto de Portugal para o Afonso Pena. No retorno, faz uma parada técnica no Galeão, no Rio de Janeiro, para reabastecimento. A companhia utilizará o Airbus A330-200, configurado para até 269 passageiros.
Três voos por semana, início em julho de 2026, Airbus A330-200 e retorno com escala técnica no Galeão.
As saídas de Curitiba ocorrerão às terças, quintas e sábados. A TAP insere a capital paranaense em sua malha como extensão de Lisboa, fórmula que já aplica em outras rotas no país, e que permite viabilizar mercados com infraestrutura mais restrita.
Por que a escala na volta existe
O Afonso Pena tem pista de 2.218 metros e fica a 911 metros de altitude. Essa combinação limita a decolagem com peso máximo rumo à Europa. Ao reabastecer no Rio, a aeronave deixa Curitiba mais leve e cumpre a etapa final com segurança e alcance. O passageiro mantém um bilhete único e bagagem etiquetada até Lisboa.
Pista curta e altitude elevada reduzem o peso de decolagem em Curitiba; a parada no Rio viabiliza a etapa transatlântica.
O que muda para quem viaja
Lisboa opera como porta de entrada para mais de 50 destinos europeus com conexão curta. Para quem hoje sai de Curitiba, a nova rota corta conexões domésticas e reduz risco de bagagem perdida em múltiplos trechos. Fica mais fácil chegar a cidades como Porto, Madrid, Paris, Frankfurt e Roma com apenas uma troca.
- Menos trechos internos e filas de conexão no Brasil
- Check-in direto para a Europa e bagagem despachada ao destino final
- Opções de stopover em Lisboa para dividir a viagem
- Fidelidade: acúmulo no Miles&Go e parcerias de aliança
Impactos para turismo e negócios
Uma ligação transatlântica estável atrai feiras, eventos e investimentos. O setor hoteleiro ganha novos fluxos na alta e na baixa temporada. Empresas exportadoras e importadoras conseguem planejar agendas com maior previsibilidade. Profissionais que atendem Portugal e Espanha encurtam deslocamentos e custos de viagem.
Conexão direta aumenta a competitividade regional, estimula eventos corporativos e dilui a sazonalidade do turismo.
A operação em números
| Parâmetro | Detalhe |
|---|---|
| Início previsto | Julho de 2026 |
| Frequência | 3 voos por semana |
| Dias de saída de Curitiba | Terça, quinta e sábado |
| Aeronave | Airbus A330-200 |
| Capacidade | Até 269 passageiros |
| Sentido Lisboa-Curitiba | Direto |
| Sentido Curitiba-Lisboa | Parada técnica no Galeão para abastecimento |
Curitiba e a história com voos internacionais
A demanda por um corredor europeu é antiga. A cidade já teve ligação direta com a Europa no passado, com modelo semelhante: a perna de ida chegava a Curitiba e o retorno seguia após decolagem de outro aeroporto brasileiro. Depois, a capital ficou focada na América do Sul e em voos domésticos de conexão.
Hoje, quais opções internacionais saem de Curitiba
Enquanto a rota para Lisboa não estreia, os voos fora do Brasil conectam a cidade com cinco capitais sul-americanas:
- Assunção (Paraguai)
- Buenos Aires (Argentina)
- Lima (Peru)
- Montevidéu (Uruguai)
- Santiago (Chile)
Há negociações em andamento para ampliar frequências e rotas dentro do continente e também para o Caribe e América Central, que servem de ponte para a América do Norte. Confirmações dependem de frota disponível, demanda e acordos com aeroportos.
Como a TAP distribui capacidade no Brasil
O Brasil ocupa papel central na malha da TAP. A empresa opera cerca de 90 voos semanais em 13 cidades brasileiras, com ligações a Lisboa e Porto. São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Belo Horizonte, Fortaleza e Salvador concentram a maior parte das frequências. Belém, Brasília, Natal, Florianópolis, Porto Alegre, Manaus e Maceió completam o mapa, com ajustes sazonais e algumas extensões entre capitais brasileiras.
Com Curitiba, a TAP soma um novo mercado-alvo ao portfólio brasileiro, combinando demanda corporativa, turismo e VFR.
O que esperar de tarifas e disponibilidade
A entrada de uma nova rota costuma abrir janelas promocionais nos primeiros meses de venda. Datas de alta temporada europeia, como julho e agosto, tendem a ficar mais caras e com trechos cheios. Quem compra com antecedência consegue preços mais competitivos e maior inventário de assentos em classes promocionais.
Dicas práticas para o passageiro
- Antecedência: monitore a abertura das vendas para garantir datas de férias e feriados.
- Conexões na Europa: compare tempos de conexão em Lisboa e avalie stopover para aliviar o fuso.
- Bagagem: verifique franquias por tarifa; classes promocionais podem incluir só item de mão.
- Seguro-viagem: contrate cobertura com assistência médica válida no Espaço Schengen.
- Documentação: confirme exigências de entrada próximas à viagem e observe limites de permanência.
Infraestrutura do Afonso Pena e próximos passos
A pista de 2.218 metros e a altitude de 911 metros impõem limites de performance para widebodies em trechos muito longos. A solução de parada técnica reduz o peso de decolagem e mantém a operação comercial viável. Melhorias futuras em pista, pátios e equipamentos podem abrir espaço para ajustes de capacidade e eventuais mudanças no plano de voo.
O que essa rota pode destravar
Mais assentos internacionais puxam novas cadeias de serviço: catering, manutenção, handling e transporte terrestre. O varejo no aeroporto tende a crescer com fluxo internacional. Operadores turísticos regionais ganham escala para vender pacotes combinando litoral, serra e atrativos de natureza a visitantes europeus.
Informações complementares para planejar a viagem
Quem pretende usar milhas deve simular emissões tanto no programa da TAP quanto em parceiros, comparando taxas e disponibilidade por data. Em muitos casos, dividir a ida e a volta em inventários diferentes reduz o custo total. Passageiros com conexões internas na Europa precisam observar regras de bagagem de trechos regionais, que por vezes são mais restritivas que as do transatlântico.
Empresas que viajam com frequência podem negociar acordos corporativos, com tarifas fixas por período e flexibilidade para remarcações. Para reduzir o jet lag, vale optar por voos que cheguem a Lisboa pela manhã e planejar um pernoite curto antes de seguir a outra cidade europeia. Verifique também eventuais obras ou mudanças operacionais no Afonso Pena perto da estreia da rota, o que pode impactar horários de pico e processos de embarque.


