Está faltando um rolê simples, com cheiros de panela no fogo, artesanato autoral e conversa boa ao pé do calçadão?
Balneário Camboriú ganha um novo ponto de encontro cultural na orla. A estreia reúne artesãos e sabores regionais, com estrutura compacta e curadoria afinada para agradar quem mora e quem passeia pela Praia Central.
O que vai acontecer na orla
A Feira da Orla estreia na quarta-feira, 5 de novembro, das 14h às 22h, no trecho revitalizado da Avenida Atlântica entre as ruas 4400 e 4600. A proposta é criar um circuito leve, de fácil circulação, voltado especialmente ao público que vive ou trabalha na região central.
Quarta (5), das 14h às 22h, entre as ruas 4400 e 4600 da Avenida Atlântica: 20 expositores com artesanato e comida de rua.
Artesanato com curadoria e identidade
A seleção de expositores prioriza diversidade, originalidade e acabamento. O visitante encontra peças autorais em madeira, objetos decorativos e criações contemporâneas, sem a sensação de repetição que costuma cansar feiras sazonais.
A curadoria também organiza a distribuição das barracas para evitar aglomeração e facilitar a circulação ao longo do calçadão. O desenho favorece a apreciação das peças e a conversa direta com quem produz.
O que você pode esperar ver
- Trabalhos em madeira com desenho limpo e funcional.
- Arte decorativa com técnicas mistas e acabamento refinado.
- Peças contemporâneas que combinam materiais naturais e reaproveitados.
Sabores que contam histórias
A parte gastronômica valoriza receitas de diferentes origens regionais, com preparo pensado para serviço rápido e preços acessíveis. O cardápio vai de paella a comida baiana, com parada obrigatória nos doces mineiros, além de caldo de cana e pastel feitos na hora.
Paella, comida baiana, doces mineiros, caldo de cana e pastel: cardápio direto ao ponto, sem frescura e com perfume de rua.
Estrutura compacta e circulação confortável
A feira usa 16 tendas padronizadas de 2×2 metros, doadas pela RV Empreendimentos via edital municipal. A metragem reduzida ordena melhor o espaço público, mantém corredores livres e cria pontos de sombra onde o visitante pode parar, observar e comprar com calma.
Tendas de 2×2 metros padronizadas reduzem ocupação, liberam o fluxo e deixam a experiência mais agradável no calçadão.
Ponte com a alta temporada: a Feira de Verão
A edição desta semana funciona como prévia da Feira de Verão. O calendário começa no lançamento do Viva o Natal BC 2025, em 15 de novembro, na Praça da Bíblia (também chamada Praça da Cultura). O evento seguirá de quinta a sábado, das 16h às 22h, até fevereiro de 2026, encerrando no Carnaval.
De 15 de novembro ao Carnaval de 2026, quinta a sábado, 16h às 22h, na Praça da Bíblia: mais de 65 dias de atividade.
Por que isso interessa para quem mora na cidade
O modelo cria continuidade. Em vez de ações pontuais e dispersas, a agenda oferece previsibilidade para quem empreende e para quem consome. O morador ganha um passeio fixo na semana, com produtos locais e alimentação de qualidade. O turista encontra autenticidade sem sair do circuito da praia.
Serviço da estreia
| Quando | Quarta-feira, 5 de novembro, das 14h às 22h |
|---|---|
| Onde | Avenida Atlântica, trecho entre as ruas 4400 e 4600 (Praia Central) |
| Quem | 20 expositores de artesanato e cultura alimentar |
| Formato | Tendas padronizadas de 2×2 m, com circulação livre no calçadão |
Dicas rápidas para aproveitar melhor
- Vá de calçado confortável: o percurso é linear e convida a caminhadas curtas.
- Leve garrafinha de água e protetor solar; há sombras, mas o vento engana.
- Tenha PIX e cartão à mão; a maioria dos expositores aceita meios digitais.
- Prefira o fim da tarde para pegar o pôr do sol e filas menores na comida.
- Se busca peças únicas, chegue cedo para garimpar com calma e conversar com os autores.
O que a feira muda no dia a dia da orla
O trecho escolhido já passou por revitalização recente, com calçadas niveladas e faixas de circulação mais amplas. A feira aproveita essa infraestrutura e distribui os expositores de modo a não bloquear a passagem de quem pratica caminhada, corrida ou usa bicicleta na via apropriada. Com isso, a programação cultural não conflita com o uso cotidiano da praia.
Impacto cultural e econômico
Feiras de curta duração e repetição regular criam rotina de consumo local. O artesão testa produtos, coleta feedback e ajusta preços sem assumir custos altos de loja. A gastronomia de rua amplia o acesso a pratos afetivos, criando memória gustativa que atrai retorno do público. Para a cidade, a ocupação qualificada do espaço público aumenta a sensação de segurança e mantém renda circulando no bairro.
Como vender nas próximas edições
Quem pretende expor deve se preparar com portfólio claro, descrição de materiais, processo de produção e faixa de preço. Fotos em boa luz e medidas precisas evitam ruídos na curadoria. Produtos autorais e com identidade local tendem a ter mais aderência. Organize estoque para volumes pequenos e rotatividade rápida, já que o espaço da tenda é compacto.
Checklist do expositor
- Portfólio com até 12 peças representativas, ficha técnica e preços.
- Embalagens leves e resistentes ao vento da praia.
- Forma de pagamento via PIX e cartão com conexão móvel testada.
- Etiqueta com material, cuidados de conservação e contato.
Segurança, clima e acessibilidade
A orla costuma ter fluxo constante e iluminação pública. Mesmo assim, vale atenção com pertences e preferência por mochilas pequenas. Em caso de chuva leve, as tendas protegem expositores e visitantes, mas o piso pode ficar úmido; redobre o cuidado ao circular. O trecho revitalizado facilita o acesso para carrinhos de bebê e cadeiras de rodas, com passagem ampla entre as barracas.
Ideias para estender o passeio
O entorno da feira tem pontos para sentar, observar o mar e provar o que foi comprado sem pressa. Quem quiser alongar a experiência pode combinar a visita com uma caminhada pela orla ao pôr do sol ou com uma parada para café após a feira. Para famílias, vale propor um jogo simples de “caça às texturas”: crianças recebem uma lista de materiais (madeira lisa, tecido áspero, metal frio) e treinam a percepção nas bancas, sempre com autorização dos expositores para tocar.
Por que começar numa quarta-feira
A escolha do meio da semana direciona a experiência ao morador. O fluxo naturalmente menor que o de fins de semana permite testar montagem, operação e interesse do público sem sobrecarregar a orla. Se a adesão se mantiver, a experiência coleta dados práticos para ajustes de posição das tendas, curadoria e horários em futuras edições e na Feira de Verão.


