Radar volta à Mogi-Salesópolis após 5 anos: você sabe onde fica e quanto pode doer no bolso?

Radar volta à Mogi-Salesópolis após 5 anos: você sabe onde fica e quanto pode doer no bolso?

Nova fiscalização nasce em uma rodovia marcada por acidentes e pressa diária. A rotina de quem cruza o Alto Tietê muda.

Depois de cinco anos sem controle eletrônico, a rodovia Professor Alfredo Rolim de Moura, a Mogi-Salesópolis, volta a contar com radar a partir das 0h desta terça-feira (4). O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) confirma o início da fiscalização e afirma que a sinalização de velocidade está instalada nos trechos próximos ao equipamento.

O radar está no km 81,815, em Salesópolis, operando nos sentidos norte e sul. A fiscalização começa às 0h desta terça (4).

O que começa a valer

Motoristas que passarem pelo trecho precisarão ajustar hábitos imediatamente. A fiscalização eletrônica registra o excesso de velocidade e gera autuações conforme a legislação vigente. O DER informa que as placas de regulamentação indicam o limite de cada segmento da via.

  • Localização: km 81,815 da Mogi-Salesópolis (Professor Alfredo Rolim de Moura);
  • Sentidos: radar atua no fluxo em direção a Mogi das Cruzes e em direção a Salesópolis;
  • Início: 0h desta terça-feira (4);
  • Base legal: Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para enquadramento das infrações;
  • Sinalização: placas instaladas informam o limite de velocidade aplicável por trecho;
  • Autuação: qualquer velocidade acima do limite indicado será passível de multa e pontos.

A via ficou sem radares desde junho de 2020, quando o contrato então vigente foi suspenso. A retomada mira a redução de acidentes.

Por que o radar volta agora

A recomposição do parque de fiscalização no Alto Tietê foi contratada por edital. As empresas vencedoras receberam ordem de serviço em 14 de fevereiro deste ano, com prazo inicial de até três meses para instalação. Depois, cada ponto precisou seguir etapas técnicas: projeto aprovado, aferição, homologação e implantação de sinalização. Com essas fases cumpridas, o equipamento do km 81,815 inicia a operação.

A rodovia acumula episódios de risco no período sem controle eletrônico. Ocorrências de colisões e atropelamentos foram registradas, com destaque para um acidente que deixou 19 feridos em frente à Escola Estadual Sentaro Takaoka, em março do ano passado. O retorno da fiscalização busca dar previsibilidade ao fluxo e diminuir a gravidade das ocorrências.

Multas e pontos: como funciona no CTB

As autuações por excesso de velocidade seguem o artigo 218 do CTB. O enquadramento depende do quanto o veículo excede o limite sinalizado no ponto fiscalizado.

Excesso sobre o limite Natureza Pontos na CNH Valor da multa (R$) Consequências adicionais
Até 20% Média 4 130,16
Mais de 20% até 50% Grave 5 195,23
Acima de 50% Gravíssima (x3) 7 880,41 Suspensão do direito de dirigir e recolhimento da CNH

Exemplo prático

Se a placa do trecho fiscalizado indicar 60 km/h, passar a 73 km/h representa excesso de 21,6%. O enquadramento seria “grave”. Já a 90 km/h, o excesso supera 50%, o que configura infração “gravíssima” multiplicada por três, com suspensão da carteira. O cálculo considera a velocidade medida pelo equipamento e os critérios técnicos de arredondamento previstos em norma.

Impacto esperado no tráfego

O radar induz regularidade. Quando todos trafegam mais próximos do limite indicado, reduzem-se as diferenças abruptas de velocidade que alimentam colisões traseiras e saídas de pista. Em trechos urbanos da Mogi-Salesópolis, a presença de escolas, acessos a bairros e travessias torna a velocidade controlada uma camada extra de proteção para pedestres e motociclistas.

Outro efeito prático recai sobre o tempo de resposta a imprevistos. Com velocidades menores, o condutor ganha metros de frenagem e segundos para decidir, o que diminui a letalidade de incidentes. Em dias de chuva e neblina, comuns na região, esse ganho se torna decisivo.

Dicas para não ser multado

  • Observe a última placa de regulamentação antes e depois do ponto do radar;
  • Use o velocímetro como referência, não apenas aplicativos;
  • Mantenha distância do veículo à frente para evitar frenagens bruscas;
  • Em pista molhada, reduza ainda mais e evite ultrapassagens;
  • Lembre que o equipamento atua nos dois sentidos;
  • Revise calibragem dos pneus: pressão correta melhora aderência e frenagem.

A operação desta terça envolve somente o equipamento do km 81,815. Os demais pontos previstos em contrato avançam em fases de implantação.

Serviço

  • Rodovia: Professor Alfredo Rolim de Moura (Mogi-Salesópolis);
  • Município: Salesópolis;
  • Ponto: km 81,815;
  • Sentidos atendidos: norte e sul;
  • Início da operação: 0h de terça-feira (4);
  • Gestão: Departamento de Estradas de Rodagem (DER);
  • Objetivo: segurança viária e prevenção de acidentes.

Como foi a implantação

O processo técnico exigiu a aprovação do projeto do ponto, com estudos de curva, visibilidade e fluxo. Em seguida, o aparelho passou por aferição e homologação, etapas que atestam a precisão de medição. A sinalização vertical foi instalada com antecedência para alertar os motoristas. Só depois desse ciclo o sistema foi liberado para operação, conforme práticas de engenharia de tráfego.

Se você for autuado, o que fazer

O CTB prevê notificação ao proprietário do veículo, prazos para indicar o real condutor e possibilidade de defesa prévia. A leitura atenta da notificação ajuda a verificar placa, local, dia e hora. Caso haja divergência, o recurso pode apontar falhas documentais. Para quem cometeu a infração, cursos de reciclagem e condução defensiva, quando cabíveis, ajudam a recuperar pontos e aprimorar hábitos.

Informações complementares para a sua rotina

Adotar uma margem de segurança antes do radar evita frenagens repentinas. Se o limite for 60 km/h, conduzir a 55 km/h reduz o risco de ultrapassar por distração. Em viagens com passageiros, distribua tarefas: quem está ao lado pode ajudar a observar placas e condições do tempo. No transporte de cargas, planeje a marcha correta para manter o motor em regime eficiente, sem picos de velocidade em descidas.

Para quem circula diariamente pelo Alto Tietê, vale criar um plano pessoal de deslocamento. Saia alguns minutos mais cedo, considere o fluxo escolar em horários de pico e escolha rotas que ofereçam acostamentos em bom estado. Radar não substitui atenção, mas torna o ambiente mais previsível. A segurança ganha quando cada condutor ajusta um pouco o próprio ritmo.

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