Uma mudança nos bastidores reacende uma franquia clássica e abre caminho para um herói conhecido por outra geração.
O estúdio responsável por John Wick assumiu a nova etapa de Rambo e prepara uma prequela batizada de John Rambo. A produção mira uma fase anterior do personagem e coloca Noah Centineo no centro da história.
Quem está por trás do projeto
A Lionsgate, casa de John Wick, fechou acordo com a Millennium Media para comandar as franquias Rambo e Os Mercenários. O primeiro movimento prático desse arranjo atende pelo título John Rambo, a história de origem do veterano de guerra que marcou o cinema de ação.
Jalmari Helander assina a direção. O finlandês chamou atenção com Sisu, produção que combinou violência crua, ritmo enxuto e visual marcante. O roteiro fica a cargo de Rory Haines e Sohrab Noshirvani, dupla de Adão Negro, experiente em heróis moralmente ambíguos.
John Rambo: prequela sob comando da Lionsgate, direção de Jalmari Helander e roteiro de Rory Haines e Sohrab Noshirvani.
O acordo recente transferiu as rédeas criativas e a distribuição a um estúdio que domina coreografias de combate, gerenciamento de franquias e marketing global. A Millennium segue como parceira estratégica, mantendo a coesão com o legado original.
O que esperar da trama
A narrativa deve apresentar um John Rambo mais jovem em plena Guerra do Vietnã. A escolha abre espaço para dilemas de formação, traumas de combate e a gênese de suas habilidades. O foco recai sobre operações de selva, tomadas noturnas e confrontos táticos, ancorados na austeridade típica do personagem.
As filmagens planejadas para a Tailândia indicam cenários tropicais próximos ao contexto vietnamita. A logística local oferece vegetação densa, acesso a rios e aldeias, além de infraestrutura consolidada para produções internacionais.
Filmagens na Tailândia, Vietnã como eixo dramático e um protagonista em fase de transformação: a origem do mito em campo de batalha.
Visual, tom e ação
Helander tende a priorizar set pieces objetivos, violência gráfica controlada e humor seco. A Lionsgate, por sua vez, costuma investir em cenas de ação planejadas quadro a quadro, com uma gramática de câmera que favorece a legibilidade dos golpes e dos deslocamentos táticos. A combinação sugere confrontos de curta distância, uso extensivo de selva e armadilhas, e trilha sonora percussiva.
Stallone e a passagem de tocha
Sylvester Stallone não integra o projeto neste momento. Os produtores, porém, mantêm a porta aberta para encontrar um papel adequado, caso surja uma oportunidade orgânica. Isso preserva o respeito ao ícone enquanto consolida uma nova fase com outro ator à frente.
O debate sobre rejuvenescimento digital rondou conversas anteriores da franquia. A prequela atual aponta para um caminho mais direto: um intérprete jovem no papel, sem depender de tecnologia de de-aging para sustentar um longa inteiro.
Noah Centineo sob os holofotes
Noah Centineo, confirmado como o jovem John Rambo, atravessa uma transição de imagem. Conhecido por romances teen, ele ampliou o repertório com ação e espionagem em projetos recentes. O papel demanda preparo físico intenso, treinamento de armas, resistência a filmar em clima úmido e domínio de coreografias realistas.
O ator também viverá Ken Masters na adaptação live-action de Street Fighter, prevista para 2026, ao lado de Jason Momoa e Andrew Koji. A agenda sugere um biênio de trabalhos musculares, capaz de reposicioná-lo no gênero.
- Título oficial: John Rambo
- Estúdio: Lionsgate, em parceria com a Millennium Media
- Direção: Jalmari Helander (Sisu)
- Roteiro: Rory Haines e Sohrab Noshirvani (Adão Negro)
- Cenários: filmagens planejadas na Tailândia
- Linha do tempo: Guerra do Vietnã, fase de origem
- Sylvester Stallone: fora da produção, com possibilidade futura de participação
- Janela de estreia: ainda não definida
Quem é quem e o que cada nome indica
| Função | Nome | Credenciais | O que sinaliza |
|---|---|---|---|
| Diretor | Jalmari Helander | Sisu | Ação seca, brutalidade controlada, foco em sobrevivência |
| Roteiristas | Rory Haines e Sohrab Noshirvani | Adão Negro | Protagonista complexo, tons sombrios e dilemas morais |
| Estúdio | Lionsgate | John Wick | Coreografias legíveis, design de ação detalhista |
| Produtora | Millennium Media | Os Mercenários | Músculo de franquia, continuidade com o legado |
| Protagonista | Noah Centineo | Street Fighter (2026) | Reinvenção de imagem e preparo físico em alta |
Impacto para o público brasileiro
Para quem acompanha ação, a parceria Lionsgate–Millennium promete cenas de combate com gramática clara e violência calibrada. A ambientação na selva favorece tensão constante, emboscadas, minas, túneis e perseguições curtas, sem excesso de computação gráfica.
Caso a produção busque classificação para adultos, o filme pode adotar ferocidade próxima do primeiro Rambo, focado em trauma e sobrevivência. Se mirar faixa etária mais ampla, tende a suavizar sangue e linguagem, mantendo intensidade por meio de mise-en-scène e som.
O objetivo declarado da produção mira fãs antigos e novos públicos, equilibrando legado e renovação.
Calendário, riscos e vantagens
A ausência de data de estreia evita especulações apressadas, mas pressiona o cronograma. Filmagens em selva demandam ensaios meticulosos, plano de chuva e logística de deslocamento de equipe por trilhas e rios. A Tailândia oferece estúdios, técnicos qualificados e incentivos, o que reduz custo e tempo.
O maior risco artístico está no tom: uma prequela precisa respeitar o John Rambo que o público conhece sem parecer cópia pálida. A vantagem competitiva da Lionsgate está na capacidade de traduzir esse equilíbrio em set pieces que conversam com fãs de John Wick sem desfigurar a identidade de Rambo.
Contexto que ajuda a ler a prequela
Prequela significa narrar eventos anteriores aos filmes já conhecidos. Diferente de um reboot, não reinicia a cronologia; em vez disso, preenche lacunas e justifica traços de personalidade. No caso de Rambo, isso inclui treinamento, feridas psicológicas, relação com a cadeia de comando e as táticas que o tornaram eficaz.
Ao optar por um ator jovem, a produção evita o uso extensivo de rejuvenescimento digital, que costuma gerar custo alto e estranhamento visual. A decisão também amplia a margem para sequências físicas exigentes e para um cronograma mais flexível.
Como se preparar para a estreia
Rever First Blood ajuda a identificar a semente do personagem: isolamento, trauma e senso de justiça ferido. Observar Sisu revela o modo como Helander constrói ação com poucos diálogos, espaço natural como ameaça e cenas que se resolvem em minutos sem enrolação. Somar essas duas referências dá uma pista do que vem pela frente.
Se você gosta de ação tática, vale prestar atenção a detalhes como manejo de armas de época, táticas de selva, armadilhas improvisadas e coordenação de dublês. Esses elementos definem o realismo do projeto e diferenciam um bom filme de guerra de um desfile de explosões.


