Você tem José ou Maria na família? veja os 15 nomes campeões em Itapetininga e Tatuí: dados do censo

Você tem José ou Maria na família? veja os 15 nomes campeões em Itapetininga e Tatuí: dados do censo

Na região de Itapetininga, tradições antigas convivem com modas recentes na hora de registrar bebês, nomes e sobrenomes.

O IBGE trouxe, com o Censo 2022, um retrato detalhado de como os moradores da região se chamam. O levantamento considera 90,7 milhões de domicílios e mostra a força de nomes clássicos. José e Maria mantêm a liderança nacional e também aparecem no topo local, com variações interessantes entre Itapetininga e Tatuí.

O que dizem os dados do censo 2022

O Censo 2022, divulgado na terça-feira (4), mediu a popularidade de nomes e sobrenomes em todo o país. A fotografia confirma o padrão histórico: José e Maria seguem firmes no ranking nacional.

Na região, José e Maria lideram as preferências e refletem o retrato do Brasil encontrado pelo IBGE.

Os números locais reforçam esse movimento. Em Itapetininga, há 3,4 mil pessoas chamadas José e 7,6 mil chamadas Maria. Em Tatuí, José representa 2,51% da população e Maria, 4,81%.

Itapetininga: tradição e variedade

O município combina nomes bíblicos, escolhas clássicas e tendências recentes. Além do domínio de Maria, aparecem opções de diferentes décadas, como Ana, Luiz e Beatriz. Entre os sobrenomes, a cidade repete a tríade mais frequente do país.

Silva (15,3 mil), Oliveira (14 mil) e Santos (12,3 mil) são os sobrenomes mais comuns em Itapetininga.

Veja os nomes mais frequentes informados para Itapetininga:

Nome Quantidade
Maria 7.659
Ana 3.148
Luiz 1.766
Antonio 1.437
Lucas 1.384
Pedro 1.357
Gabriel 1.287
Carlos 1.149
Paulo 1.089
Rafael 969
Júlia 671
Juliana 593
Alice 540
Bruna 536
Beatriz 526

O recorte mostra equilíbrio entre nomes masculinos e femininos. Nomes curtos e de raízes religiosas permanecem robustos. Ao mesmo tempo, opções modernas como Alice e Júlia ampliam espaço, sinalizando escolhas influenciadas por cultura pop, novelas e redes sociais.

Tatuí: percentuais e nomes em ascensão

Em Tatuí, o pódio mantém José e Maria, com percentuais acima da média local. A lista traz destaque a João e Adriana, que aparecem entre os mais comuns e marcam uma identidade própria na cidade. Os sobrenomes mais usuais também são Silva, Oliveira e Santos.

Em Tatuí, José corresponde a 2,51% e Maria a 4,81% dos moradores.

Veja os nomes mais frequentes informados para Tatuí:

Nome Quantidade
Maria 5.938
José 3.110
Ana 2.734
João 2.296
Lucas 1.032
Antonio 1.027
Gabriel 981
Pedro 966
Luiz 962
Carlos 887
Paulo 817
Luís 711
Júlia 465
Juliana 439
Adriana 429

A presença de João entre os primeiros reforça a força dos nomes tradicionais masculinos. A entrada de Adriana no top 15 aponta ciclos de batismo de décadas anteriores que permanecem presentes nos registros atuais.

Sobrenomes que contam histórias

Os sobrenomes mais comuns ajudam a ler o passado e o presente da região. Silva, Santos e Oliveira se espalharam pelo Brasil por motivos históricos, religiosos e culturais. A região de Itapetininga segue esse padrão, com forte herança luso-brasileira.

  • Silva: ampla difusão desde o período colonial, associado a linhagens diversas;
  • Santos: referência a devoções católicas e padroeiros, comum em registros antigos;
  • Oliveira: ligação com paisagens rurais e sobrenomes de origem toponímica.

Essas marcas familiares ajudam em genealogias, em políticas públicas de identidade civil e em estudos sobre migração interna no estado de São Paulo.

Comparação com 2010 e mudanças geracionais

O recorte atual permite observar estabilidade entre clássicos e a chegada de novas preferências. Nomes como Maria, Ana, José e João permanecem no topo, sustentados por tradição religiosa e transmissão familiar. Ao mesmo tempo, Alice, Júlia e Gabriel ilustram uma virada para sonoridades curtas e grafias simples.

Entre 2010 e 2022, variações ortográficas ganham espaço. Em Tatuí, convivem Luiz e Luís, o que dilui a concentração de um único registro e altera posições no ranking. Isso ajuda a explicar mudanças discretas nas listas sem necessariamente indicar queda real de popularidade.

Os percentuais em Tatuí destacam o peso de Maria e José no conjunto da população. Em Itapetininga, a soma de Marias e Josés segue numerosa e confirma preferência histórica. A presença de Adriana e a força de João sugerem permanências de ciclos anteriores, enquanto Beatriz e Alice mostram renovação silenciosa.

Como usar essas informações no dia a dia

Quem pensa em registrar um bebê pode aproveitar os dados para equilibrar tradição, originalidade e facilidade de uso. Escolhas conscientes reduzem homonímia e problemas de identificação em serviços bancários e digitais.

  • Verifique se há muitas pessoas com o mesmo nome na cidade para evitar homônimos frequentes;
  • Considere um segundo nome quando optar por clássicos como Maria, Ana, José ou João;
  • Atenção à ortografia: variações como Luiz/Luís mudam o ranking e a pronúncia;
  • Pense na assinatura e na leitura em voz alta para checar fluidez;
  • Evite combinações que criem trocadilhos indesejados ou ambiguidade.

Metodologia e limites

O Censo contabiliza nomes a partir dos registros informados nos domicílios. Nomes compostos podem aparecer desmembrados conforme a base, o que impacta a posição final. Grafias diferentes contam como entradas distintas e explicam a dispersão entre variantes. Isso vale para Luiz/Luís e para nomes com acentuação variável.

Para quem pesquisa genealogia ou mercado, os dados ajudam a dimensionar públicos e a planejar comunicação. Escolas, clínicas, varejo e órgãos públicos podem adaptar cadastros e serviços com base nas ocorrências mais comuns, reduzindo erros e melhorando o atendimento.

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