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Maternidade

Páginas sobre maternidade para seguir e se empoderar

by Redação taofeminino Published on 31 de agosto de 2016

Saiba onde encontrar informação de qualidade (além do taofeminino) e comentários reais sobre a maternidade - e compartilhar muita olheira. Por Juliana Couto

Informação de qualidade é imprescindível no mundo da gravidez e da maternidade. Saber onde encontrar também é e o universo da internet contém muita (mas muita) informação, nem sempre confiável, nem sempre com referência adequada. Tratando-se da gravidez real e da maternidade real, a informação que importa não é a romantizada – essa, deixe para o limbo do mundo on-line. A gravidez e a maternidade real não têm nuances tão românticas. Muito do que se encontra para ler também está velado de preconceitos sociais como machismo, racismo, sexismo, violência obstétrica. É importante saber selecionar.

Se você não sabe por onde começar, o taofem sabe! Selecionamos páginas com informação e principalmente reflexões de qualidade para você pensar sobre gestação, maternidade, gênero, educação, parto e solidariedade materna – isto é, acolhimento. As mães precisam ser acolhidas. É preciso tentar compreender as escolhas do próximo sem julgá-las – e isso vale para você que concorda com peito de fora para amamentar e para você que não concorda que uma mãe possa não querer amamentar – essa mãe, principalmente essa, precisa ser entendida; afinal, por que ela não quer fazer algo que é natural do mamífero humano? Até que ponto a estrutura social do que é ser mulher e mãe não interferiu na escolha dela? Pensar em maternidade real requer se colocar no lugar do outro.

Mãe Solo

Ou diário de bordo de uma mãe sobrecarregada, como está descrito na página do Facebook. A mãe por trás da página é a Thaiz Leão (SP), 26, mãe do Vicente, de dois anos e dois meses. Ela, designer e ilustradora; ele, assistidor de banho e degustador de bolo, como ela definiu para o taofeminino. A Mãe Solo começou com o nascimento de Vicente, em maio de 2014. “Foi uma gravidez sozinha com altas lutas até o tão esperado parto, achei que até aí a treta já tinha sido grande, mas assim que o pequeno finalmente me atravessou e a ocitocina baixou que percebi que eu tinha comprado várias ideias erradas do que era ser mãe”, conta Thaiz. As ilustrações, a princípio, eram um desabafo que Thaiz publicava em seu perfil pessoal, para os amigos. Desde a primeira tirinha com a personagem o retorno de curtidas, comentários e apoio foi grande – e logo veio o pedido de transformar as tirinhas em uma série. E foi o que a Thaiz fez.

“Eu comecei a sentir o impacto do conteúdo desde o começo, era muita identificação, não dava para ficar indiferente à situação das mulheres que foram se aproximando. Por isso, já faz um bom tempo eu desencanei de fazer a Mãe Solo sobre mim, e comecei a me inspirar em tudo o que podia recolher da vida e da internet. Eu acredito que a coisa é grande pelos números, 53 mil curtidas sem nenhum centavo investido em anúncios, e também pelos relatos que ouço e leio de como o conteúdo atingiu e impactou positivamente a vida de outras mulheres, mesmo mulheres não mães. Eu nunca imaginei que ia acabar virando uma subcelebridade do universo materno, mas a vida tem dessas ironias”, finaliza Thaiz. O projeto Mãe Solo possui uma ação de financiamento coletivo para que a Thaiz mantenha o projeto, que inclui o lançamento de um livro e um site e que viabilize ações locais.

Mãe de 04

Mães de primeira viagem, imaginem por um momento o que é ser mãe de não um, nem dois, mas de quatro crianças. Só com uma página no Facebook para compartilhar a experiência e todas as mães poderem compreender o que é a maternidade real. Juliana Matos (SP), 31, é mãe de Elisa, 11, Clara, 6, Olívia, 5, e Francisco, 3. A história do Mãe de 04 começa com diários individuais que Juliana mantinha para cada filho - até ela perceber que quando as mais velhas fizessem algo legal juntas, somente a “protagonista” teria acesso a história. Por isso, fez um blog para registrar situações engraçadas, alguns momentos maternos e reflexões. “Mas aí nasceu Francisco. O que era 3, virou 4. Fiquei dois anos pensando se passaria os arquivos do blog antigo para o novo, se faria só o blog, só a fanpage. Acabei começando pela fanpage e a usando para registrar coisas que eles falavam, vídeos de coisas engraçadas e situações maternas cotidianas, de maternidade real mesmo, sem maquiar nada. Acho que é isso que faz ser uma rede de apoio. Tem muita gente que me conhece e nas palestras e rodas e diz que eu escrevo tudo o que elas pensam, mas que não têm coragem de escrever, então compartilham. Eu falo do que eu vivi, vivo e vejo que as pessoas vivem. Mas quando é outra pessoa falando, parece que fica mais leve, então elas pegam o que eu falo, compartilham com outras mulheres e também pra geral, como forma de ‘desabafo’”, conta Juliana.

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Se as mães soubessem

Administrada por Simone de Carvalho (SP), mãe de Rebeca, 16, e Rafael, 11, a página surgiu a partir da necessidade de concentrar o conteúdo do grupo Apoio Materno Solidário (AMS Brasil), que é uma rede de apoio às mães desde 2010. Para Simone, “com a proposta do empoderamento materno, todos nossos artigos, frases e imagens são direcionadas para as necessidades das mães e o momento da maternidade. Elas têm o objetivo de trazer, de forma leve e clara, lições e segredos para uma maternagem mais consciente e segura”, conta Simone. A página traz uma série de reflexões para mães em vários estágios de maternidade, dos bebês aos grandes. Em muitas mensagens, prioriza o tom de solidariedade, esclarecimento e compreensão com a mulher que é mãe.

Já falou para seu menino hoje?

Com o objetivo de promover a educação de meninos para uma sociedade menos violenta, por meio da qual meninos e meninas tenham igualdade nas oportunidades, a página é administrada por Caroline Arcari (GO), 34, pedagoga e especialista em educação sexual, presidente do Instituto Cores, e Nathália Borges (GO), 27, psicóloga da instituição. Com aproximadamente 70 mil seguidores, a página foi criada a partir de um projeto chamado Escola de Ser, promovido em Rio Verde, Goiás, que atende crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. A ideia surgiu por meio das aulas de empoderamento de meninas e nova masculinidade. Caroline explica: "O projeto é mantido pelo Instituto Cores, organização sem fins lucrativos. Na primeira semana, já tínhamos 15 mil seguidores. Alimentamos a página a partir das aulas do projeto. Nós trabalhamos com educação sexual, prevenção à violência, assuntos voltados à cultura também. Percebemos ao longo do projeto que existe um público preocupado em promover uma educação diferente para meninos. Essa educação começa com a mudança de atitudes muito pequenas no cotidiano, e o cuidado que nós temos com a fala – a maneira como a gente se dirige às crianças, que nunca é neutra. Se a gente tem esse cuidado de ter uma comunicação não violenta, uma comunicação que promova a equidade entre meninos e meninas, que promova o empoderamento das meninas, a gente contribui para que o mundo seja menos violento e tenha mais igualdade entre homens e mulheres. A nossa proposta é publicar quadrinhos para pensar sobre as atitudes machistas do dia a dia. Para ser menino não é preciso ser agressivo, não é preciso exercer o poder sobre alguém, principalmente não é preciso estar vinculado à força física".

Hel Mother

Helen Ramos (SP), mãe de Caetano, de dois anos e meio, relata em vídeos a "maternidade sem caô", ou seja, a maternidade real que ela (e nós, mães), vivemos, o que inclui falar de puerpério, da culpa materna, sobre como fazer o filho dormir – mas sempre de maneira (muito) engraçada, porque o tsunami da maternidade pede leveza e risada, acreditem. A fanpage é divulgação do canal do Youtube. Ao longo dos episódios, ela recebe mães convidadas e é possível ouvir os pequenos ao fundo (é um canal baby-friendly). Os vídeos são publicados às quintas-feiras, na hora que der.

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Divas parideiras

No ar desde julho de 2014, a páginas Divas Parideiras é uma injeção de esperança e realidade para quem ainda vai parir. Esperança, porque por meio dela é possível desconstruir o medo e idealizar o seu parto. Realidade, porque ao ver as fotos de mulheres “divando e parindo” é preciso lidar com a realidade do parto, a expectativa e o que de fato acontece, já que todo parto real é diferente do ideal. A página é administrada por uma ativista em construção, como está na definição na página. Para participar, é preciso enviar as fotos do parto por e-mail e autorizar o uso. Apoia o parto humanizado e não compactua com discurso de ódio e violência contra a mulher. O empoderamento pode começar durante a gestação, não? Por isso, a página se reserva o direito de não publicar fotos de parto de cesáreas eletivas. São quase 80 mil curtidas para acompanhar partos.

Artemis

Promover a autonomia e erradicar a violência contra a mulher são os pilares da Artemis, empresa sem fins lucrativos, fundada em outubro de 2013. Debatendo assuntos como gênero, trabalho, maternidade, sexualidade, gestação e parto, a página promove a cultura de uma maternidade consciente, voltada para uma infância consciente, se dedicando a observar a humanização do parto e de todo o processo de gestação. Opondo-se a toda e qualquer forma de discriminação contra a mulher, é uma referência para desconstruir uma série de problemáticas em torno da gestação e da maternidade – seja você mãe de menino ou de menina.

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by Redação taofeminino

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