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Cientistas empoderadas (e poderosas) finalmente estão na pauta

by Redação taofeminino Published on 24 de janeiro de 2017
Cientistas empoderadas (e poderosas) finalmente estão na pauta© Reprodução

Filme indicado ao Oscar, livro e projeto estrelado pela Turma da Mônica. Mulheres na ciência: sim! Por Mirela Mazzola

Faça um teste: não é difícil citar um punhado de "cientistos" relevantes da ponta da língua. Einstein, Newton, Darwin, Galilei, Lavoisier, Stephen Hawking... Aliás, vários deles dão nome às invenções e leis que enunciaram (embora nem sempre elas viessem à mente durante a prova final de Física, né, não?).

Mas e quanto às cientistas e pesquisadoras mulheres? De quantas você consegue lembrar?

Estrelas além do tempo

Cientistas mulheres

Na lista de indicados ao Oscar 2017, inclusive a Melhor Filme, Estrelas além do Tempo conta a história real (mas pouco conhecida) de três funcionárias negras da NASA que tiveram papel fundamental na corrida espacial americana. Trata-se de uma adaptação do livro Hidden Figures: The Story of the African-American Women Who Helped Win The Space Race e tem como protagonista a matemática Katherine Johnson (Taraji P. Henson). Ela e as amigas, a também matemática Dorothy Vaughan (vencedora do Oscar e agora indicada a Melhor Atriz Coadjuvante, Octavia Spencer), e Mary Jackson, a primeira engenheira negra da agência (papel da cantora Janelle Monae), precisam lidar com o preconceito em uma época em que, na NASA e fora dela, mulheres e negros eram tratados como funcionários de segunda classe.

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Graças aos cálculos de Katherine, o astronauta John Glenn foi o primeiro americano a viajar na órbita terrestre, em 1962.

Estrelas além do tempo

"[O fato de essa história ter passando tantos anos escondida] tem a ver com racismo e machismo. Nós escondemos as conquistas das mulheres. Temos filmes sobre a NASA e elas só aparecem como esposas ou secretárias", disse o diretor Theodore Melfi em entrevista ao programa Fantástico.

A estreia nos cinemas brasileiros está prevista para 2 de fevereiro. Ah, e a trilha sonora é do Pharell Williams!

As Cientistas, o livro

A propósito, Katherine Johnson é uma das 50 cientistas perfiladas no best-seller Women in Science: 50 Fearless Pioneers Who Changed the World, da ilustradora norte-americana Rachel Ignotofsky. Entre março e abril, a edição em português As Cientistas: 50 mulheres que mudaram o mundo será lançada no Brasil pela Editora Blucher. Por meio de desenhos, infográficos e glossário ilustrado, a autora destaca mulheres notáveis na ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM), áreas conhecidas por discriminar as mulheres até hoje.

​Quem aí está ansiosa pelo lançamento? o/

Projeto Donas da Rua

Mais uma iniciativa legal que faz com que a gente conheça essas mulheres incríveis? Então aí vai:

Em parceria com a ONU Mulheres, a Mauricio de Sousa Produções, criadora da Turma da Mônica, lançou ano passado o projeto #DonasdaRua, sem prazo determinado para acabar. Com o objetivo de inspirar e empoderar meninas, reúne conteúdo sobre mulheres que fizeram história, inclusive na ciência, como Ada Lovelace e Marie Curie.

Não sabe quem são elas?

Considerada a primeira programadora da história, a inglesa Ada Lovelace foi incentivada pela mãe (!) a estudar matemática e lógica. O conhecimentos dela foram usados para criar programas de um rudimento de computador criado pelo matemático e filósofo inglês Charles Babbage, considerado o pai da computação, e o primeiro software da história, cem anos após sua morte. Em homenagem a ela, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos batizou uma linguagem de programação usada em programas de aviação de ADA.

Criadora do termo "radioatividade", a física polonesa Marie Curie foi a primeira mulher a receber um Prêmio Nobel, e a primeira pessoa a ganhar dois: em Física e Química. Depois de estudar na Sorbonne, na França, tentou voltar para a Polônia atuando em sua área de pesquisa, mas foi recusada pela Universidade de Cracóvia por ser mulher. Ao lado do marido, Pierre Curie, publicou estudos que levariam à descoberta dos elementos químicos polônio e rádio e ao segundo Prêmio Nobel, em 1911. Ela morreu de uma doença decorrente da radioatividade com a qual lidava, sem proteção, durante os experimentos.

O site do projeto #DonasdaRua também reúne a histórias de meninas "comuns", que podem enviar depoimentos. <3

Dá uma olhada nesse álbum

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Tem que trabalhar mesmo? © Istock

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