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Bebês precisam de colo. E pode ser no sling

by Redação taofeminino Published on 4 de novembro de 2016

Slings são carregadores de bebês ergonômicos que facilitam o colo e promovem segurança e contato direto com o cuidador – enquanto este pode realizar outras atividades. Por Juliana Couto

A cultura de carregar bebês é tradicional – na pré-história, mães usavam peles de animais para carregarem seus bebês. O colo é mais que mero transporte para o bebê que ainda não é capaz de andar, é referência de segurança, de encontro com o outro, de contato com a mãe (ou seu cuidador principal). Tradicionalmente, os cuidados primordiais e principais do bebê estão relacionados a sua mãe, assim como a prática de carregar bebês em tecidos e panos. Bebês precisam, invariavelmente, de colo. Mães precisam fornecer essa segurança ao filho e também precisam usar as suas mãos. Os carregadores de bebês se mostram através de culturas milenares como facilitadores de colo, viabilizando o trajeto e facilitando o manejo para outras atividades.

A busca por uma criação mais natural nos anos 1960 e 1970, popularizada pelo movimento hippie, influenciou o modo como os pais desse período resolveriam carregar seus filhos. Observando a história de carregadores tradicionais de bebês, eles ajudaram a disseminar o uso de tecidos para carregar essas crianças. A formalização e expansão da indústria voltada para mãe e bebê incluiu não somente a larga produção de fraldas descartáveis (as fraldas de pano moderna são alternativa), mamadeiras e chupetas (que visam substituir a sucção fornecida pelo seio materno e trazem diversas consequências graves para a saúde bucal da criança) mas a larga produção de carregadores não-ergonômicos, vulgar e popularmente conhecidos como cangurus.

A cultura moderna de carregadores de bebês se divide em duas frentes: a de carregadores de bebês ergonômicos e carregadores não ergonômicos. No primeiro grupo, estão os carregadores cuja principal característica é a ausência de estrutura, de modo que o tecido, sem costuras internas, apoie a coluna do bebê por toda sua extensão, contribuindo para que ele se mantenha em posição fisiológica. Carregadores não ergonômicos, ao contrário, são estruturados e moldam o corpo do bebê, de modo que o bebê se adapta ao espaço (e não o tecido ao bebê). A demanda por carregadores ergonômicos e não ergonômicos modernos só foi regulamentada em 2010, após quatro bebês falecerem dentro de um sling estruturado, chamado de sling bag, por intoxicação de gás carbônico. Após o episódio, o uso de sling segue as normas de segurança T.I.C.K.S, desenvolvidas no Reino Unido.

O grupo Colo com Amor, de embasamento holístico, sob um olhar humanizado para carregadores, mães e filhos, se baseou nas normas reinounidenses para criar o que seriam as diretrizes brasileiras básicas sobre segurança em carregadores de bebê, chamadas de BRAQS:

“1) Bem Ajustado: slings e carregadores devem ser apertados o suficiente para manter seu bebê perto de você da forma que seja mais confortável para ambos. Qualquer folga/tecido solto permitirá que seu bebê a deslize no tecido, o que pode dificultar a sua respiração e forçar as suas costas. Consideramos aqui os nós dos carregadores, bem como a qualidade das argolas e fivelas no que diz respeito ao peso suportado e condições de travamento. Essa baliza norteia a segurança mecânica do carregador e do bebê no carregador.
2) Rosto visível: você deve sempre ser capaz de ver o rosto do seu bebê, simplesmente olhando para baixo. O tecido de sling ou carregador não deve se fechar em torno do bebê. Em uma posição berço ou colo, o bebê deve estar voltado para cima não estar virado para o seu corpo. Assim como em posição de colo natural, ou quando colocado no berço, o rosto do bebê deve estar visível, e não coberto por panos ou cobertores. Essa baliza diz respeito tanto à segurança contra asfixia do bebê mas é um convite de atenção do adulto carregador, tal e qual é demandada para um bebê fora do carregador. Olhar o rostinho do bebê pode alertar para qualquer desconforto.
3) À distância de um beijo: a cabeça do bebê deve estar tão perto de seu queixo quanto for confortável. Inclinando a cabeça para frente você deve ser capaz de beijar seu bebê na cabeça ou na testa. Essa baliza diz respeito à altura do carregamento, para evitar exclusivamente que os solavancos do caminhar do adulto atuem como pêndulo em um bebê colocado muito baixo. Ainda assim é relevante notar que na abordagem Colo Com Amor, compreendemos que o corpo do adulto contempla também uma série de variáveis. Por exemplo, é comum que quando carregados por homens, os bebês e adultos estejam em uma posição mais confortável - e igualmente segura - um pouco mais abaixo da distância do beijo. Ou ainda, que algumas ocasiões peçam por um carregamento nas costas.
4) Queixo afastado do peito: um bebê nunca deve ser curvado de forma que o seu queixo seja forçado sobre o peito, pois isso pode restringir sua respiração. Garantir que há sempre um espaço de pelo menos um dedo de largura sob o queixo do seu bebê. Essa baliza tem a finalidade de promover posição fisiológica natural da traqueia do bebê e não significa que este deva ser carregado apenas verticalmente. No entanto, aponta que, nos carregamentos semi-deitadas e mais enrolados, a pressão do tecido não deva exercer força sobre a cabeça de modo a enrolá-la sobre o pescoço o suficiente para provocar sufocamento.
5) Suporte nas costas: em um carregamento vertical o bebê deve ser carregado de forma que ele fique confortavelmente perto da pessoa que o carrega, com as costas suportadas na posição natural e barriga contra o adulto. Se um sling é muito frouxo, o bebê pode deslizar no tecido, o que pode fechar parcialmente suas vias aéreas. (Isto pode ser testado colocando a mão nas costas do seu bebê e pressionando suavemente - ele não devem se enrolar ou se mover muito em sua direção). Um bebê em um carregador de posição berço/colo deve ser posicionado com cuidado com a sua parte inferior na parte mais profunda do tecido, de modo que o sling não o dobre ao meio pressionando seu queixo contra seu peito.”

Registro histórico sobre bebê carregado em tecido © iStock

Tipos de sling

A grosso modo, qualquer pano que pode ser amarrado de acordo com as regras de segurança pode ser um carregador de bebê. O sling, no entanto, é o mais popular e moderno em amarração não estruturada. Em tradução literal, sling é tipoia – que é, aliás, um tipo de amarração tradicional na cultura indígena brasileira, na qual o bebê fica deitado no colo da mãe dentro de um pano que passa pelo pescoço e pelas costas e desce pela cintura. Atualmente, o sling possui diversos modelos e formatos. O ring sling, ou sling de argola, é um longo tecido com argolas, que deve ser encaixado no ombro da mãe e ajustado de acordo com o peso e a posição que a mãe quer colocar o bebê ou a criança. Dica de segurança importante para o sling de argola: a argola deve ser inteiriça, ou seja, não pode ter marcas de soldagem. O tecido deve ser sempre conferido, pois as costuras precisam estar muito benfeitas e firmes. O pouch sling é colocado em apenas um ombro e passa pela frente do corpo e pelas costas, normalmente é dupla-face e não possui amarrações ou fechos. O wrap sling é o mais adaptável às amarrações: uma longa faixa de tecido que permite amarrações variadas, sempre passando pelos ombros e pelas costas, de modo que o peso do bebê fique distribuído e ele fique muito próximo do corpo do cuidador. Há ainda os modelos mochila, que são mais estruturados, mas há opções mais ergonômicas para bebês, respeitando o posicionamento das pernas e do bebê, e o mei tai, carregador estilo oriental, com alças largas que ajudam a distribuir o peso do bebê sem danificar a coluna de quem o está carregando.

Postura e amarrações – respeitando a fisiologia do bebê

A postura da criança no sling e o posicionamento dos braços, pernas e coluna é assunto controverso e polêmico nas diretrizes de carregadores de bebês. Isso porque há conceitos que defendem que os pés do bebê precisam necessariamente estar para fora do tecido e o corpo do bebê sempre virado para a mãe, seja com ele preso na frente dela ou nas costas; outros conceitos, no entanto, avaliam que o bebê pode ficar virado “para o mundo” desde que os pés estejam agrupados dentro do tecido, de modo que a coluna não seja forçada a ficar reta.

Segundo Denise de Castro (SP), 53, fisioterapeuta, terapeuta alfa corporal e mãe de Guilherme, 24, e Juliana, 22, para um bebê de até quatro meses, a posição enrolada do tronco, com os joelhos dobrados e separados, pés próximos entre si e rosto visível agrupa as partes do corpo e distribui melhor o peso, liberando as vias aéreas e ativando a função dos músculos ao redor da boca, as funções anteriores do tronco e internas das coxas e pernas. “Desenvolver a musculatura desta região anterior do corpo e interna das pernas é vital para as necessidades atuais da idade e fornece a base para o apoio de outros grupos de músculos ao longo do desenvolvimento da criança. Deve-se levar em conta, também, a pressão exercida sobre o corpo do bebê pela ação da gravidade, pano e corpo da mãe/pai e, nesse sentido, é importante variar a posição do bebê que ainda não pode agir na direção de aliviar pressões excessivas em partes do próprio corpo. Depois de quatro meses, o bebê e a mãe/pai vão interagir de modo mais ativo e as posições vão variar, dependendo da atividade do momento de quem carrega e das ações do bebê. O enrolamento do tronco, a rotação externa das articulações do quadril com as coxas separadas e os joelhos dobrados e o rosto livre são preservados dentro do carregador, embora as variações de posições, a partir dessa idade, são combinações entre mãe, bebê e carregador. Além disso, o bebê precisa expressar seus gestos no mundo de modo livre e deixar o corpo dele com menor pressão é importante para o seu desenvolvimento, nesse sentido, os pais devem regular o colo, com o colo no carregador, com o chão, com o berço, enfim, manter um ‘determinado colo’ fora do colo concreto”, explica.

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Em relação aos pés para fora e pés para dentro, Denise afirma que o problema reside no risco de que a posição dos pés do bebê, para fora ou para dentro do sling, favoreça a luxação do quadril. Por isso, ela explica o que não se deve fazer com um bebê no sling: enrolar o tronco do bebê e, ao mesmo tempo, esticarmos as pernas dele. A ação de colocar o tronco enrolado, com a coluna em C, parecida com a posição do bebê no útero e manter as pernas esticadas e joelhos juntos, favorece, e muito, o desencaixe da cabeça do fêmur da articulação com o acetábulo do osso ilíaco. “De fato, é risco para a articulação do quadril, e pode-se pensar os riscos derivados da DDQ (displasia do desenvolvimento do quadril) que é um termo abrangente que inclui algumas alterações na formação da bacia do bebê, como luxação congênita, instabilidade articular e quadril imaturo.

De acordo com Denise, os casos graves como a luxação congênita que acompanha a displasia são mais facilmente diagnosticados e tratados pelo médico. Os casos leves podem passar sem diagnóstico nos primeiros exames médicos e, mesmo que nesses casos a porcentagem maior seja de desenvolvimento favorável e sem complicações, o uso dos carregadores pode preservar o encaixe articular se as coxas do bebê permanecerem em rotação externa. “Para que isso aconteça, as pernas do bebê são mantidas com os joelhos separados e dobrados. Desse modo, podemos levar em conta que a posição que promove a rotação externa da articulação coxofemoral não contraria a colocação dos pés para dentro/fora do carregador. O que quero dizer é que os pés para dentro ou para fora do sling com a presença de joelhos dobrados e afastados preservam o encaixe articular do quadril. Estamos ocupados, nesses casos, com a DDQ e o risco de luxação do quadril. O que parece importante apontar é a qualidade da posição enrolada do tronco do bebê, na qual vamos agrupar as partes do corpo em formação, recém-chegado ao mundo. Agrupar as partes corporais não implica em juntar as coxas, implica em aproximar pés, bacia, cabeça e mãos. Mantendo as coxas afastadas e os joelhos dobrados, já estamos garantindo a rotação externa do quadril que favorece o encaixe articular, com os pés para dentro do sling e joelhos afastados e dobrados estamos, também, agrupando as partes do corpo. O agrupamento pode ser a melhor opção para os primeiros quatro meses do bebê. Digo ‘pode ser’ porque o bebê entra na ‘negociação’ e, caso ele mostre desconforto, vale regular saberes/não saberes com interação, atualizando os corpos”, finaliza.

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Tatiana Tardioli (SP), 39, bailarina e criadora da Dança Materna, mãe da Nina, 8, do Gil, 4, e grávida de 34 semanas, faz uso de sling em suas aulas e defende várias posições para carregar bebês em slings. Uma das fundadoras do grupo Colo com Amor, de embasamento holístico e científico, ela acredita que o sling é um pilar para o movimento simbiótico de mãe e bebê, facilitando a conexão do binômio. Uma das posições que ela pratica é o carregamento semi-frontal de bebês, ou virado para o mundo. “Bebês virados para frente no carregador, com as pernas soltas, realmente não estão em uma boa posição. Carregá-los de maneira que vejam o mundo, no entanto, com as pernas cruzadas ou agrupadas, pode ser uma ótima opção, apesar de gerar tanta controvérsia. Recomendo também que o bebê seja carregado hora para o lado esquerdo e hora para o direito, o que faz do carregamento uma experiência confortável e saudável para a mãe e traz para o bebê a possibilidade de vivenciar de maneira equilibrada o apoio no corpo da mãe e o olhar para o mundo, pelos dois lados, o que é amplamente importante para seu desenvolvimento", explica.

Segundo Tatiana, no blog da Dança Materna, a posição recomendada para recém-nascidos é a de colo natural, na qual o bebê fica deitado dentro do sling, mas com o rosto para fora, de modo que seja preservado o colo e a cabeça esteja mais alta, para que as vias aéreas permaneçam desobstruídas. Adaptada ao sling, essa posição ainda permite que a mãe amamente. Tanto para Denise quanto para Tatiana, carregar bebês não deve levar em consideração apenas um organismo ósseo-muscular, mas na complexidade de um corpo vivo que vai se adaptar ao seu colo, em um tecido que vai se adaptar a ele. Esse bebê terá ações e reações, vai desenvolver gestos e movimentos a partir dessa interação. Por esse motivo, a posição colo natural é mais recomendada para bebês até quatro meses.

O posicionamento com o bebê na vertical, seja com as pernas para dentro ou para fora, respeitando o posicionamento dobrado dos joelhos, é recomendado para bebês recém-nascidos. No entanto, a recomendação é que bebês de até seis meses sejam carregados com as perninhas para dentro, de modo que o bebê fique todo dentro do carregador, criando uma experiência de acolhimento dentro do tecido. A partir dos seis meses, já com uma condição maior de sustentar a cabeça, os pés podem ficar para fora, desde que os joelhos estejam dobrados e mais altos do que o bumbum. Carregar o bebê nas costas também é uma opção, referência, aliás, no carregamento de bebês andinos e latino-americanos. Para Tatiana, essa posição está mais relacionada à divisão social de trabalho de uma comunidade na qual a mulher precisa desenvolver trabalhos braçais, é uma receita de sucesso para o carregamento, mas não é tão benéfica para a relação mãe e bebê quanto a posição frontal. Para o dia a dia, e inclusive para distribuir o peso de bebês grandes ou crianças no corpo, é a posição recomendada.

Relatos de mães que usam sling

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“Em 2010, quando engravidei pela primeira vez, estava conversando com um colega de trabalho que seria pai em breve, falávamos sobre gravidez e maternagem e ele me falou sobre a "teoria da extero-gestação". Foi a primeira vez que eu ouvi esse termo, ele me explicou um pouco do que se tratava: proporcionar ao bebê recém-nascido a sensação e conforto do útero materno sempre que possível, para acalmá-lo e ajudá-lo no desenvolvimento. Fui pesquisar mais sobre o assunto e vi que uma das ferramentas fundamentais da extero-gestação era o sling, pois a posição do bebê junto ao calor do colo da mãe trazia ao bebê a sensação de voltar para o útero e o acalmava. Achei isso lindo e fantástico, porém eu não encontrava para comprar, até que fui numa feira de gestantes e encontrei um sling de argolas, a vendedora me explicou por cima como usava e pronto: adquiri o primeiro item do enxoval do meu bebê. Durante a gravidez eu via vídeos e ficava tentando usar o sling com bonecas, mas eu não conseguia avaliar se estava fazendo corretamente ou não. Quando meu bebê nasceu eu fiquei com receio de usar no começo, eu mal conseguia carregar ele no colo, tinha medo de pegar o bebê e ele "quebrar" (receios de mãe de primeira viagem). Quando ele tinha dois meses eu fui numa sessão Cinematerna com uma amiga e depois da sessão teve uma consultoria de sling. Eu já sabia da consultoria e resolvi arriscar, levá-lo no sling, depois de assistir à um vídeo de como usava umas dez vezes. Coloquei ele e fui com a cara e a coragem, ele estava quase caindo do pano e eu achando que estava abafando. Hoje, quando vejo a foto que tiraram antes de entrar na sessão, me dá até desespero. Depois da sessão, participei da consultoria e aprendi a carregar finalmente com segurança e conforto. Meu filho amou e dormiu enquanto eu passeava pelo shopping com as mãos livres. Depois desse dia viciei no sling. Sempre que o Iago estava irritado, brigando com o sono, eu colocava ele no sling e ia passear pelo bairro, ou ia ao sacolão fazer minhas compras, meu filho sempre dormia na metade do caminho. Quando o Ian nasceu eu já sabia que o sling ia fazer parte do nosso dia a dia, quis explorar outros tipos e então comprei um wrap sling de malha, pois achei meu velho e bom sling de argolas um pouco desconfortável para o meu bebê tão pitico e eu estava um pouco enferrujada com os carregadores. Com o primeiro filho usei só o de argolas. Com o segundo usei wrap de malha (até ele chegar aos oito quilos mais ou menos) wrap rígido, sling de argola, e mochila ergonômica (após os 6 meses). Tive um preferido para cada fase. Até os 6 meses, quando precisava ficar bastante tempo com ele no sling, wrap sling, pelo conforto. Uso na rua até os 6 meses (entra no carro, sai do carro): sling de argolas, pela praticidade. Depois dos 6 meses: mochila ergonômica, pelo conforto e praticidade - minha preferida do momento. Para mim, os benefícios do sling são enormes: conforto para o bebê e liberdade para a mãe. O sling já me salvou de situações em que meu filho ficou estressado como em uma festa em um buffet infantil com muita luz e música alta, bem no horário que ele costumava dormir. Aos primeiros sinais de irritação, coloquei ele no sling e o amamentei ali aconchegado, em cinco minutos ele dormiu e assim permaneceu o restante da festa, e eu pude aproveitar a festa com tranquilidade”.
Vivian Fátima de Lima (SP), 32, mãe de Iago, 5, e Ian, um ano e dois meses.

"Eu conheci o sling pela internet, ainda grávida. Um pouco antes do Enzo nascer, comprei em uma loja de shopping. Mas infelizmemte esses carregadores vendidos em shopping não são fabricados com base na segurança e conforto do bebê e acabam sendo impróprios. Inclusive, conheço algumas pessoas que cometeram o erro de comprar em shopping ou qualquer destas lojas tradicionais que vendem roupas e artigos de bebê e acabaram por desistir de usar o sling. Essas pessoas acreditam não serem úteis como dito nos vários artigos da internet ou simplesmente acreditam não terem se adaptado ao facilitador de colo. Logo depois do Enzo nascido, procurei uma loja de produção local para conhecer outros carregadores. Foi lá que fui bem acolhida e ensinada a colocar e amamentar o Enzo no sling. Conheço o wrap e o sling de argolas. Uso os dois, mas minha preferência é o wrap. O sling só traz benefícios. Evita o refluxo, previne as cólicas, promove a amamentação, além de auxiliar na formação do vínculo pais e bebês. Mas para mim, ele tem um especial a mais. Os facilitadores de colo possibilitam que eu ande com meu filho pelas ruas, tranquilamente com as mãos livres para utilizar a bengala, uma vez que sou deficiente visual e preciso dessa ferramenta para me locomover pela cidade. Quando saí de lá com as mãos livres e meu bebê grudadinho em mim, seguro e protegido, me senti completa diante à autonomia de poder andar com meu bebê com segurança".
Camila Marinho (SP), mãe de Enzo, de onze meses.

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