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Diferenças salariais entre homens e mulheres. Por que elas ainda existem?

Fernanda Guimarães
by Fernanda Guimarães Published on 19 de dezembro de 2013
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Apesar de toda a evolução dos direitos femininos e da importância social da mulher, o sexo feminino ainda vive à margem da sociedade e do mercado de trabalho. Na sociedade ocidental, a exclusão feminina ainda é bem significativa nesse meio e quase todas as mulheres sabem o que é sofrer com uma piadinha maldosa até ter um salário menor do que outros homens com o mesmo cargo. Entenda por que e como mudar!

A diferença salarial entre homens e mulheres

A diferença salarial entre homens e mulheres pode ser observada em vários ramos e pesquisas atuais sugerem que há uma tendência de que ela aumente ainda mais nos próximos anos em alguns países -- oi?. Apesar das mulheres terem mais estudo que os homens, elas ainda continuam a receber salários menores -- tipo, que? Deixa que a gente te explica ...

Por que ainda existem diferenças salariais entre homens e mulheres?

Atualmente, a mulher possui um papel fundamental, não só para a manutenção do lar, mas também na estruturação de empresas e diversos outros empreendimentos, com sua participação profissional no mercado. A visão antiga de que o sexo feminino está condicionado somente ao lar está sendo lentamente deixada de lado graças ao aumento da presença feminina em setores que antes eram dominados apenas por homens.

O sexo frágil saiu das cozinhas e da casa, mas a diferença salarial entre homens e mulheres ainda é evidente. Como?

Infelizmente a sociedade brasileira ainda é muito machista, o que incentiva diversos comportamentos e hábitos preconceituosos -- praticados não só por homens, mas também por muitas mulheres! O comportamento machista e todos os paradigmas antiquados de que lugar de mulher é no tanque (revoltante!) ainda persistem e dificultam a entrada da mulher em meios corporativos, relativamente novos para o sexo feminino. Em resposta à toda a injustiça, felizmente existem diversos grupos feministas que lutam pela igualdade não só em relação aos salários, mas também em diversos outros segmentos da sociedade como a política, por exemplo.

Sexo frágil?

Segundo o IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, as mulheres são maioria entre os brasileiros que concluíram o Ensino Médio e Superior. Existem 15% a mais de mulheres com o Ensino Médio completo e 36% a mais que concluíram o Ensino Superior em relação aos homens. Isso demonstra que o sexo feminino está bem mais preparado para o mercado de trabalho.

No Brasil, a diferença salarial entre homens e mulheres tem diminuído consideravelmente durante 10 anos consecutivos, mas ainda é existente. Dentre as regiões que possuem menor desigualdade salarial, a região Norte se destaca com as mulheres recebendo 84,42% do salário dos homens. Já na região Sul a proporção é de 69,27 em relação ao salário masculino.

Ainda segundo o IBGE, em 2011, das 6,6 milhões de pessoas desocupadas no Brasil, 3,9 milhões eram de mulheres. Esses números demonstram que, apesar das mudanças sociais importantes que justifiquem a igualdade entre os sexos, tanto desemprego quanto salários menores ainda fazem parte do cotidiano feminino.

We can do it!

A educação da população é um dos princípios fundamentais que ajudarão a reduzir a diferença salarial entre homens e mulheres. A mulher precisa compreender que possui um papel fundamental na sociedade e não se sujeitar à cargos ou funções que paguem salários inferiores aos pagos para homens. Além disso, a união em grupos que lutem juntos por seus direitos, como sindicatos femininos também é algo essencial para garantir a igualdade salarial.
Felizmente, as mulheres estão cada vez mais presentes também na política, que é uma das maneiras mais importantes de criar e legislar a respeito da diferença salarial entre homens e mulheres. Além da educação e conscientização do povo, a criação de leis mais severas que estabeleçam uma padronização salarial é algo fundamental. Essas medidas já existem em diversos países desenvolvidos e impede que empresas paguem salários diferentes para os mesmos cargos, independente do sexo do empregado (sonho!). Dessa forma, será possível garantir mais justiça e reduzir a diferença salarial entre homens e mulheres.

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