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Mulheres e líderes: os desafios das empreendedoras no Brasil

by Maria Cecília Arra Published on 28 de outubro de 2013

Por Gwendoline de Ganay*

As mulheres lideram três de cada dez pequenas empresas no Brasil. Na última década, o número de mulheres empreendedoras no país cresceu 20% - na região Norte, o índice sobe para 80%. Estes e outros dados do Anuário das Mulheres Empreendedoras e Trabalhadoras em Micro e Pequenas Empresas 2013, elaborado pelo SEBRAE em parceria com o DIEESE, só atestam a crescente inserção da mulher como empregadora por aqui.

O estudo também revela um perfil comum às brasileiras empreendedoras: corajosas, determinadas e criativas, usam a atenção aos detalhes e a intuição - características incomuns nos homens - para tomar decisões. Os benefícios que a vida nos negócios trazem vão além do aumento da renda, do sustento familiar e do up na autoestima. É a comunidade que sente o impacto, de acordo com uma pesquisa do Banco Mundial citada no blog Harvard Business Review. Em mercados emergentes, as mulheres reinvestem aproximadamente 90% de cada dólar adicional na remuneração em “recursos humanos”, como educação e saúde de suas famílias (entre os homens, a aplicação nas mesmas áreas não passa dos 40%).

Ainda há, contudo, alguns contratempos que podem retardar o sucesso. A Endeavor, uma organização que promove o empreendedorismo pelo mundo e atua no Brasil, constatou que as empregadoras começam seus negócios com uma rede menor de contatos e têm mais dificuldade de acesso à informação, se comparadas aos homens. Bancos e instituições governamentais olham com mais desconfiança para elas. Somam-se ao preconceito as dificuldades corriqueiras de qualquer empresário iniciante no país: burocracia, carga tributária, leis trabalhistas...

Felizmente, existem iniciativas para apoiar o esforço das mulheres empreendedoras em diversos setores. O Itaú Unibanco, por exemplo, criou um programa de políticas de crédito dedicado a elas. A Whirlpool, dona das marcas Brastemp e Consul, capacita futuras empresárias em áreas como alimentação e beleza. Vamos torcer por mais mulheres corajosas e para que as empresas percebam o potencial delas de contribuir com o desenvolvimento do Brasil!

*Gwendoline de Ganay é consultora e discute o impacto social e ambiental das empresas no blog Sustainable Brasil (http://sustainablebrasil.com). Aqui no Tão Feminino, ela conversa com você sobre sociedade e cultura.

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