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Vídeo choca ao ensinar 'make para disfarçar violência doméstica'

by Redação taofeminino Published on 29 de novembro de 2016

Acredite, aconteceu na rede de TV estatal do Marrocos às vésperas do Dia Internacional da Não-violência contra a Mulher. Por Mirela Mazzola

Frequentemente criticado por causa da ausência de leis que protegem as mulheres, o Marrocos chocou o mundo ao exibir um vídeo que ensina mulheres a esconder sinais de violência doméstica com maquiagem. Esse tutorial sem noção foi exibido no dia 23, durante o programa Sabahiyat, parte da grade do canal estatal 2M. Ironicamente, o quadro foi ar dois dias antes do Dia Internacional da Não-violência contra a Mulher.

É de se imaginar que as imagens causaram comoção no mundo todo: pipocaram críticas nas redes sociais e até foi criada uma petição para denunciar a normalização da violência contra a mulher. A ideia também é fazer com que o canal sofra sanções junto a High Authority of Audiovisual Communication (HACA), o órgão de regulação audiovisual marroquino. O texto diz ainda: "Não cubra a violência doméstica com maquiagem, condene o agressor!".

Após tantas críticas, o vídeo foi retirado do Facebook da emissora, que se retratou por lá mesmo. "O quadro foi completamente inapropriado e trata-se de um erro editorial", diz um trecho da nota. No Youtube, entretanto, o vídeo ainda está disponível.

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Sorrindo, a apresentadora apresenta a atração com um "Esperamos que essas dicas de beleza possam lhe ajudar no seu dia a dia”. Então, a maquiadora, aparentando tranquilidade, ensina em uma modelo com hematomas no rosto a esconder as marcas com base.

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Igualdade de gênero: Marrocos no ranking mundial

Divulgado pelo Fórum Econômico Mundial em 26 de outubro, na Suíça, o relatório Global Gender Gap Report, conhecido como Índice Global da Desigualdade de Gênero, busca avaliar a situação feminina no mundo. Dos 144 países analisados, o Marrocos aparece na 137ª posição (o Brasil ficou em 70º lugar). Segundo a organização não-governamental The Advocates for Human Rights, 63% das mulheres relataram ter sido vítima de agressões no Marrocos, e em 55% dos casos os agressores eram os próprios maridos. A organização estima ainda que apenas 3% das vítimas denunciam os abusos.

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