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Devo usar colar de âmbar no meu bebê?

by Redação taofeminino Published on 31 de maio de 2016

Colar, pulseira ou tornozeleira? Confiar no relato de muitos pais e mães sobre os efeitos terapêuticos? Muitas questões cercam o uso do fóssil milenar. Por Juliana Couto

Resina vegetal que se tornou fóssil há cerca de 50 milhões de anos, o âmbar é um tipo de pedra encontrada principalmente na região dos Bálticos. Ele libera ácido succínico, composto químico atua no sistema imunológico e nervoso e influencia a atividade metabólica, e, por isso, tem efeito analgésico e anti-inflamatório natural no organismo do bebê. Não há comprovação científica de que o âmbar tenha efeitos terapêuticos no organismo humano. No entanto, o uso em bebês e crianças tem sido cada vez mais difundido e com resultados positivos, de acordo com os cuidadores.

Marina Morena (SP), 26, pensou em usar âmbar no Lorenzo, de um ano, depois de ver algumas mães comentando sobre o assunto em um grupo de apoio ao aleitamento materno no Facebook. “Achei interessante e fui procurar mais informações. Uso para evitar os possíveis efeitos dos dentes e também resfriados. E tenho notado que estamos passando pelos dentes muito tranquilamente, sem nenhum efeito muito forte e, além disso, comecei um teste para ver a influência no sono e na irritabilidade. No dia que não uso, ele não dorme muito bem e passa o dia seguinte não muito animado, quando uso tudo flui melhor. Depois de vasculhar muito na internet, achei o Lithu Âmbar e comprei com a Mara Braga.” Já Andressa Affonso de André (SP), 33, mãe de Luisa, de cinco meses, decidiu usar âmbar após pessoas próximas a ela usarem em seus filhos. “Eles disseram que não tiveram problemas com o início da dentição. Também disseram que acham que houve melhora na imunidade do bebê. A minha filha fez cinco meses agora, ainda não tem dentinhos, mas já começou com a babar, então achei que era hora de colocar. Pedi para uma amiga trazer de Orlando para mim, porque acaba ficando mais barato do que comprar aqui.”

O pediatra e neonatologista Carlos Eduardo de Carvalho Correa, o Caca (SP), 53, pai do José, de dois anos, aconselha os pais que decidem usar o âmbar sobre os riscos do colar em crianças pequenas, que podem puxar, apetar, enganchar, já que não sabem manusear objetos com toda a capacidade motora que possuem. “A primeira informação que costumo dar é a de que há risco do colar apertar o pescoço da criança, levando a sufocamento, ou de a criança engolir alguma pedrinha e se engasgar ou sufocar. Minha primeira sugestão é que a mãe coloque um colar dela na criança e observe o comportamento de seu filho. Não são todas as crianças que topam usar. A própria mãe pode não sentir segurança no seu uso. Foi o que houve aqui em casa e o José não usou, pois a mãe não sentiu segurança. Não usar no banho e à noite também podem ser medidas de segurança quanto a eventuais riscos.”

Mães que vendem (e usam) âmbar

Os efeitos curadores do âmbar tanto em Mara Braga (SP), 31, quanto em seu filho, Levi, de 3 anos, que ela passou a vender o produto. “Meu filho tinha uns 15 meses quando encomendei dois colares de âmbar, um para mim (para usar como pulseira) e um para ele. Eu na verdade nem acreditava quem um material desses pudesse ter tantos benefícios e duvidava de sua eficácia, mas confesso que achava bastante estiloso e, como sou muito teimosa, resolvi comprar, quase que por acaso. Na pior das hipóteses serviria de enfeite. Um dia antes de chegar a encomenda, tive uma inflamação aguda no cóccix que me causou enorme desconforto. No hospital, o ortopedista não conseguiu me receitar nenhum dos medicamentos indicados devido à amamentação. Então meu irmão fisioterapeuta me passou exercícios e o uso de gelo na região. Disse que a previsão de melhora seria de pelo menos cinco a sete dias. No dia seguinte chegaram os colares e logo colocamos. Por incrível que pareça, no dia posterior ao primeiro uso, minha coluna já estava em ordem e eu já tinha destravado completamente. Meu irmão ficou muito surpreso quando liguei pra ele avisando que já estava bem.​”

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Mara percebeu que o âmbar rapidamente se tornou no Brasil, com o marketing, o “colar de dentição”, após a aparição da filha da Gisele Bündchen ainda bebê usando um colar do fóssil. “Mas eu sabia que o âmbar era muito mais do que isso. Eu li muito a respeito e descobri que na verdade o âmbar é uma medicina alternativa milenar europeia e que no mercado atual existem inúmeras falsificações do produto, como copal, resina sintética, vidro, plástico e demais polímeros. Ao mesmo tempo, percebi a dificuldade que muitas mães aflitas tinham para encontrar um produto legítimo, de qualidade e que de fato trouxesse tais benefícios. Minhas experiências me fizeram ter a certeza da cura com o âmbar báltico, por isso resolvi tornar acessível este produto para o maior número de pessoas, criando em 2015 a Lithu Âmbar, única loja do Brasil com certificação de autenticidade com selo holográfico”.

Thayani Costa (SP), 29, mãe da Liz, de dois anos, também se tornou vendedora de âmbar. Proprietária da loja BB + Lindo do Mundo, encontrou uma oportunidade de empreendedorismo materno no âmbar quando sentiu a dificuldade de encontrar o produto para a filha, na época com cinco meses. "Comecei a observar o incômodo dela com o nascimento dos primeiros dentinhos, li sobre o colar de âmbar em alguns grupos de mães do Facebook e decidi experimentar. Quando ele chegou, coloquei no pescoço da Liz e deixei por uns dois ou três dias (tirando apenas para dormir). No quarto dia, esqueci-me de colocar o colar de volta no pescoço dela, e logo depois comecei a observar ela mais agitada naquele dia. Nesse momento, passei a perceber que o âmbar realmente fazia efeito. A Liz hoje tem dois anos e ainda usa o colar direto. Depois de alguns meses passei a usar também o âmbar báltico como pulseira, e sinto que me ajuda no controle do estresse, e principalmente, na redução de dores da tendinite." Segundo Thayani, o retorno de mães felizes é diário e, além de relatarem melhora no processo de dentição, elas relatam redução de sintomas de dermatite atópica e aumento na imunidade.

“Resolvi experimentar o colar no Léo quando ele tinha sete meses, apesar dele não ter apresentado algum tipo de problema e incômodo de dentição. Achei que valia a prevenção, e valeu, o Léo nunca apresentou qualquer tipo de sinal de dor nessa fase de dentição. Outras coisas que percebo e que atribuo também ao uso do colar é a imunidade. Quando tem alguma febre ou qualquer sinal de gripe, ele permanece disposto, come normalmente, brinca. Claro que tenho todos os cuidados, com alimentação principalmente , mas acredito que o colar soma nessa questão”, é o que relata Marina Toledo (SC), 29, mãe de Leonardo, de quatro anos e meio. Com o tempo, Marina percebeu que muitas pessoas perguntavam para ela sobre o colar que o Léo usava, assim como as fraldas de pano, que ela optou por usar desde o nascimento do filho. Quando decidiu trabalhar com gestantes, Marina já sabia qual seria seu foco: fraldas de pano e âmbar. Com essa ideia, comanda a Mandala Baby, em Florianópolis (SC). “O uso do colar não possui quaisquer evidências cientificas de seu benefício, porém o ácido succínico sim, inclusive utilizado em remédios farmacêuticos. Quem usa recomenda. Muitas pessoas relatam as diversas diferenças que sentiram com o uso do colar e eu continuo apaixonada pelo âmbar.”

Dicas de segurança para usar o âmbar

De acordo com Cacá, é importante sempre verificar a origem do material. Cada pedra deve estar amarrada individualmente – essa é uma condição para reduzir o risco do uso do produto em bebês. Teoricamente, crianças acima de cinco anos podem usar sem riscos graves, mas ainda sob supervisão, isto é, é recomendado que seja retirado para dormir. O nó entre cada conta evita a perda total do produto, pois se houver ruptura, apenas uma cai. O colar não pode ficar nem apertado e bem frouxo, por isso é importante verificar o tamanho do colar antes de comprar. Além disso, o fecho deve ser de rosquear, de modo que o bebê não consiga abrir. Para identificar se a pedra é verdadeira, Mara aconselha perfurar umas das contas com uma agulha fina e muito quente. Sentiu cheiro de plástico queimado? Então pode ser resina plástica. "O legítimo possui um cheiro amadeirado que eu chamo de 'cheiro de floresta'", explica.​​ Segundo Marina, esses testes simples podem ajudar a verificar a autenticidade do produto. “Um teste é colocar o produto em um copo com água e sal. O âmbar tem que boiar na água, se for resina ou vidro ele vai afundar. Outro teste é colocar acetona. Se for de outro material, como resina ou plástico, a pedra vai se desmanchar”, finaliza.

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