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Mães precisam de um ano de recuperação após o parto

by Geovana Pereira Published on 18 de novembro de 2016

Destruindo mitos, um estudo feito por Julie Wray, da Universidade de Salford, mostra que as novas mães precisam de muito mais tempo para se recuperarem mentalmente e fisicamente do parto

Quando o assunto é licença parental remunerada, estamos muitos passos atrás do resto do mundo, com nenhuma lei federal que regulamente a prática de dar para novas mães e pais tempo para cuidar deles mesmos e seus recém-nascidos. Mas esse tempo é essencial, especialmente depois que um estudo mostrou que as mães precisam de um ano inteiro para se recuperar após o parto. Todos os antigos mitos caíram por terra: a nova pesquisa não trata apenas da ligação com o bebê, mas sobre dar tempo de todo o corpo de uma mulher se recuperar. Julie Wray, da Universidade de Salford, na Inglaterra, conduziu o estudo por meio de entrevistas com mulheres em diferentes fases da vida pós-parto e concluiu que o período normal de recuperação de seis semanas é uma grande "fantasia", de acordo com o Daily Mail.

Não é só a recuperação física, mas também mental. Wray descobriu que a recuperação realmente começa no hospital, onde as mulheres poderiam passar mais tempo na enfermaria materna aprendendo a cuidar do bebê e recebendo conselhos de amamentação. É comum que algumas mulheres precisem deixar o local tão rápido – cerca seis horas após o parto – e ainda espera-se que elas apenas saibam lidar com tudo.

"A pesquisa mostra que serviços pós-natais mais realistas e amigáveis para as mulheres são necessários", Wray observa. "As mulheres sentem que é preciso muito mais do que seis semanas para se recuperar e precisam ser apoiados para além dos atuais seis a oito semanas após o nascimento." Mas isso pode ser difícil de fazer, devido aos orçamentos dos departamentos de saúde.

As descobertas da doutora estão de acordo com outro estudo recente feito pelo Preventive Services Task Force dos EUA (USPSTF), no qual descobriram que mulheres que recebem mais educação pessoal de amamentação, amamentam por mais tempo e enfrentam menos problemas físicos e emocionais. Ambos os estudos mostram que as novas mamães precisam de muito mais cuidado do que os governos e os hospitais estão lhes dando atualmente.

A pressão cultural – como voltar a trabalhar o mais rápido possível e ter um corpo "normal" de volta – só piora. Tirar uma licença parental remunerada do trabalho pode ser um dos primeiros passos para normalizar a experiência muito real (e agora científica!) se adaptar a essa grande mudança de vida.

Ainda não acabou

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