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5 presentes que as mulheres ganharam neste 8 de março

by Redação taofeminino Published on 8 de março de 2017
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Porque a gente ainda precisa de melhores salários, representatividade na política e otras cositas más. Por Mirela Mazzola

Muitas histórias rondam a criação do Dia Internacional da Mulher. A mais conhecida trata do incêndio que atingiu uma fábrica têxtil de Nova York e matou cerca de 130 operárias, em março de 1911. Segundo historiadores, entretanto, no século anterior movimentos femininos em organizações operárias já protestavam na Europa e nos Estados Unidos. Eles reivindicavam, principalmente, participação política, melhores condições de trabalho e o fim do trabalho infantil na indústria.

Na década de 60, o movimento feminista ganhou corpo e, em 1975, a Organização das Nações Unidas passou a reconhecer, oficialmente, o dia 8 de março. A cada ano, a data faz a gente lembrar de conquistas bacanas, mas principalmente refletir sobre o que ainda precisa ser mudado. Violência de gênero, desigualdade salarial e falta de representação política, que persistem no dia a dia das mulheres, estão aí para provar.

Desde que o Dia Internacional da Mulher foi criado, empresas também aproveitam para presentear as funcionárias com flores e clientes com descontos e mimos. Mas é isso mesmo que a gente mais quer e precisa?

Beyonce

Nos últimos dias fomos presenteadas com coisas bem mais legais...

1. Jair Bolsonaro processado

Na véspera do Dia Internacional da Mulher, o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou por unanimidade o recurso do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) contra dois processos movidos pela deputada Maria do Rosário (PT-RS). Em dezembro de 2014, ele disse que ela "não merecia ser estuprada" pois "era muito feia". O horror, como tantas coisas já ditas por Bolsonaro.

Agora, o deputado é réu por incitação ao crime de estupro e injúria e passa a responder pelas acusações no STF. Se for condenado, pode pegar de 3 a 6 meses de prisão, além de multa. Pré-candidato à Presidência da República, Bolsonaro também é conhecido pelas declarações homofóbicas e que incitam a tortura.

2. Lançamento do documentário Chega de Fiu Fiu

Uma das campanhas mais provocativas em defesa da mulher no Brasil, a Chega de Fiu Fiu foi criada em 2013 e conseguiu avanços contra o assédio a mulheres em lugares públicos, além de fazer muita gente refletir sobre o assunto. Iniciativa do coletivo Think Olga e da jornalista Juliana de Faria, a ação deu origem ao documentário Chega de Fiu Fiu, produzido via crowdfunding em que 1 200 pessoas colaboraram.

O principal mote da campanha é fazer com que homens e mulheres entendam, de uma vez por todas, que cantada não é elogio, e sim uma das formas mais toleradas de constrangimento e violência contra a mulher.

A Chega de Fiu Fiu lançou ainda uma cartilha informativa sobre assédio sexual em parceria com a Defensoria Pública do Estado de São Paulo e produziu a Minimanual do Jornalismo Humanizado, indicando boas práticas para a mídia ao falar sobre mulheres. Juliana está à frente da agência Eva, que presta consultoria e ONGs e marcas para que elas promovam políticas e campanhas adequadas às mulheres.

Em breve, o coletivo vai divulgar a data do lançamento. O trailer do documentário foi ao ar ontem, 7 de março.

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3. Parada Internacional de Mulheres

A Global Women’s Strike (ou Greve Global das Mulheres) é um movimento internacional que, além de reivindicar os direitos das mulheres, sugere uma greve em que elas não trabalhem ou façam tarefas domésticas no dia 8 de março. Seria uma forma de chamar atenção para a importância do trabalho feminino – e para a sua falta de reconhecimento. Por aqui, ganhou o nome de Parada das Mulheres Brasileiras. É claro que nem todo mundo pode fazer greve, mas ainda assim é possível participar: nesta matéria, a revista feminista digital AzMina diz como.

Mulher maravilha

4. Petição pela descriminalização do aborto

Também na véspera do Dia Internacional da Mulher, o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), em parceria com a Anis (Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero), protocolou junto ao STF a primeira ação que pode descriminalizar o aborto até a 12ª semana de gestação.

Em 2015, cerca de meio milhão de mulheres abortaram no Brasil, boa parte sem as condições de segurança e higiene necessárias. Com a descriminalização, mulheres que passam por esse momento de vulnerabilidade e sofrimento não teriam que se submeter a inquéritos policiais, prisões em flagrante e ficar à espera de cuidados médicos decorrentes do aborto ilegal.

5. Emma Watson respondendo às críticas pela foto na Vanity Fair

Capa da edição de março da revista americana Vanity Fair, a atriz e embaixadora da ONU Mulheres, Emma Watson, foi criticada por uma das fotos do ensaio em que ela aparece com parte dos seios à mostra. Para algumas feministas, isso não seria adequado para uma ativista dos direitos das mulheres. A estrela da saga Harry Potter e A Bela e a Fera respondeu à agência de notícias Reuters:

"Não entendo o que meus peitos têm a ver com o feminismo. [...] O feminismo é sobre dar poder de escolha às mulheres e não uma vara para bater em outra mulher. É liberdade, libertação, igualdade.”

Apenas maravilhosa. ♥

Emma Watson

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