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10 hábitos saudáveis que podem favorecer a fertilidade

by Geovana Pereira Published on 29 de agosto de 2016

Decidiu aumentar a família? Se você quer se tornar mãe, é muito importante cuidar da saúde, começando por mudar alguns hábitos diários. Aqui estão algumas dicas para levar uma vida mais saudável e, assim, promover a fertilidade

Pode não ser tão fácil obter um positivo no teste de gravidez. Não se preocupe, cada mulher tem seu próprio tempo para conceber, afinal, são muitos os fatores que podem influenciar na fertilidade. Uma coisa é certa, você precisa seguir todas as orientações dos médicos. Mas não se esqueça de que algumas mudanças na rotina já podem melhorar suas possibilidades de engravidar. Além do mais, hábitos saudáveis são sempre bem-vindos!

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1. Opte por uma dieta saudável

É muito importante manter bons hábitos alimentares, não só para nossa saúde no geral, mas também para ter um organismo fértil. Segundo a nutricionista Michele Martins, o consumo de alguns alimentos deve ser reduzido ou eliminado da alimentação, são eles:

  • alimentos industrializados refinados e ricos em açúcar (biscoitos, pães brancos, massas recheadas etc.);
  • alimentos em conserva (milho, ervilha, atum, molho de tomate, palmito, picles etc.);
  • alimentos embutidos (linguiça, salsicha, hambúrgueres, presunto, peito de peru, mortadela etc.);
  • salgados de padarias e lanchonetes, fritos (coxinha, risole, pastel) ou assados (empada, esfiha, pão de queijo);
  • “alimentos de linha kids” (biscoito recheado, salgadinho, petit suisse, sobremesas cremosas, sorvete);
  • frituras ou qualquer alimento preparado na presença de uma grande quantidade de óleo (mais que uma colher de sopa);
  • refrigerantes e sucos industrializados que contenham açúcar em suas composições;
  • bolos, doces concentrados (geleias e compotas), chocolates, leite condensado,creme de leite e sorvetes à base de leite;
  • preparações muito elaboradas, como risotos, molhos à base de creme ou queijos, tortas, quiches, escondidinhos, estrogonofes etc.;
  • alimentos refinados e preparações ultraprocessadas (arroz branco, macarrão refinado, alimentos industrializados congelados como lasanha, nuggets, frango empanado, tortas prontas etc.);
  • carnes preparadas com gordura aparente (picanha, frango com pele, carne de porco com capa de gordura etc.);
  • alimentos em pó, como sopas, e temperos prontos, por possuírem quantidades muito superiores de sódio em suas composições;
  • molhos industrializados, como molhos de salada, catchup, mostarda, molho inglês etc.
  • queijos amarelos e cremosos

“A alimentação desequilibrada, causa problemas no bom funcionamento do organismo, e alguns alimentos causam desequilíbrio e doenças. O sal em excesso e os temperos prontos prejudicam a circulação sanguínea, aumentam a retenção de líquidos e, consequentemente, resultam em toxinas acumuladas. Produtos industrializados e prontos como congelados, hambúrgueres e pizzas, são ricos em sódio e deficientes em vitaminas, minerais e antioxidantes, importantes e fundamentais para a fertilidade”, alerta a especialista. Michele também lista os nutrientes necessários para manter seu corpo saudável e fértil:

  • Licopeno - Antioxidante muito estudado porque atua na regulação hormonal dos ovários, o que pode colaborar na regulação do ciclo ovulatório. Alimentos: tomate, caqui, pitanga, morango, melancia, goiaba vermelha.
  • Ômega 3 e 6 - Ação anti-inflamatória e proteção do aparelho reprodutor feminino. Alimentos: azeite, oleaginosas (castanhas, nozes, amêndoas, semente de abóbora, macadâmia, etc), linhaça; peixes (salmão, atum, sardinhas, anchovas).
  • Vitamina E - Melhora as funções do endométrio e do útero, e aumenta a vascularização da região. Alimentos: oleaginosas, grãos integrais, óleos vegetais, grão de soja, couve, agrião, azeitonas, leite enriquecido.
  • Ferro - Importante para a formação dos glóbulos vermelhos. Em baixa, há o prejuízo da circulação sanguínea, o que prejudica a ovulação e pode estar relacionado ao mau desenvolvimento do feto. Alimentos: carne, vegetais verdes escuros, leguminosas.
  • Zinco - Mineral importante para o casal, pois ele é fundamental na produção dos espermatozoides e contribui com os hormônios femininos. Alimentos: nozes, carne bovina, gérmen de trigo, ostras, feijão.

2. O controle de peso

É preciso prestar muita atenção no controle do seu peso para que não sejam atingidos extremos. A obesidade e a anorexia podem influenciar negativamente no sistema reprodutor, diminuindo drasticamente suas chances de ter um bebê. Michele Martins explica que as complicações derivadas do excesso de peso estão diretamente relacionadas a problemas para alcançar a gestação, a abortos, perdas gestacionais, e também complicações ginecológicas e obstétricas. Bem, como o sistema reprodutor feminino é controlado pelo equilíbrio hormonal que regula o ciclo menstrual, a ovulação, o desenvolvimento do endométrio e a implantação do embrião quando ocorre a gestação, foi observado que por meio de mecanismos diretos e indiretos, a obesidade pode prejudicar, e muito, esse equilíbrio. O tecido adiposo, presente em grande quantidade no organismo de indivíduos com sobrepeso e obesidade, pode causar modificações nos hormônios sexuais e pior qualidade dos óvulos e embriões.

Já no caso do baixo peso, alguns estudos mostraram que o IMC abaixo do adequado tem intervenções negativas nos hormônios reprodutores femininos, e também acarreta disfunções ovarianas. As alterações no sistema ocasionadas pelo baixo peso podem levar à diminuição ou ausência da ovulação e outras disfunções geradas pelo complexo equilíbrio hormonal.

3. Evite fumar

Durante a gestação, esse hábito é comprovadamente prejudicial ao feto. Mas e durante o período de tentativas? A nutricionista explica que o hábito de fumar pode acarretar na diminuição da concentração de vitaminas antioxidantes no plasma de ambos os sexos. Além disso, o tabagismo também pode causar danos oxidativos ao corpo da mulher, prejudicando diretamente a qualidade dos óvulos.

4. Se exercite com cautela

O sedentarismo é muito prejudicial para o seu corpo, então se mexa um pouquinho para garantir sua saúde. No caso, a falta de exercícios acarreta na diminuição do aporte sanguíneo aos órgãos reprodutivos. Mas não vale se matar na academia, “Exercícios por mais de 5 horas ao dia e que exigem um grau de concentração muito intenso, liberam moduladores no sistema nervoso central, as endorfinas, que bloqueiam a atividade glandular”, esclarece Eduardo Motta, ginecologista e obstetra do Centro de Reprodução Humana da Maternidade Santa Joana. Portanto, como tudo na vida, a palavra-chave é equilíbrio.

5. Consumo moderado de álcool

Assim como o tabagismo, o consumo de bebida alcoólica em excesso interfere na qualidade dos óvulos. “Qualquer fator que agrida as células reprodutivas, óvulos ou espermatozoides, devem ser evitados, sobretudo após os 35 anos. É bastante reconhecida a ação do cigarro ao diminuir o fluxo sanguíneo e trazer uma série de compostos prejudiciais às células germinativas. O mesmo vale para o consumo em excesso de cafeína e álcool”, acrescenta o ginecologista.

6. Monitore sua saúde reprodutiva

É importante manter-se atenta ao que acontece com você. Faça todos os exames ginecológicos relevantes (geralmente realizadas uma vez por ano) e no caso de sofrer qualquer tipo de desconforto, procure orientação médica.

Para cuidar especialmente da saúde reprodutiva, não existem exames capazes de enxergar os óvulos, mas o ginecologista explica: “Podemos dosar hormônios (o mais importante deles chama-se Hôrmonio Anti-mulleriano) e avaliar o tamanho dos ovários, quando contamos o número de folículos, pequenas unidades que contem os óvulos. Mas estes são dados indiretos e junto com a idade, dão uma perspectiva da saúde reprodutiva na mulher. Assim é recomendável ter uma perspectiva anual do tamanho dos ovários e sua produção hormonal para surpreender eventuais desvios”.

7. Medicação apenas com autorização médica

A medicação a tomar deve ser devidamente controlada por um médico, uma vez que existem alguns medicamentos que podem afetar a fertilidade ou interferir no tratamento de reprodução assistida. Leia sempre a bula e consulte um profissional.

8. Sem estresse

Esta é uma dica especial: o estresse não ajuda em nada a sua saúde e é um grande inimigo do equilíbrio hormonal. Portanto, atividades de relaxamento são uma boa ideia na busca serena pela gravidez.

9. Dificuldades para conceber? Procure um especialista em fertilidade

Se demorar mais do que o esperado para alcançar a concepção, podemos sempre ir a uma clínica de fertilidade. Profissionais vão te orientar, mostrar as opções, informações e conselhos necessários para lidar com a situação. Escolher um tratamento de fertilidade pode ser a melhor opção quando os métodos convencionais falham. A adoção é sempre algo a se considerar e ainda existem técnicas como a inseminação artificial ou fertilização in vitro, para te ajudar a alcançar a gravidez.

10. E os homens?

Não é só você que deve manter em mente essas dicas para ajudar na fertilidade, o pai do bebê também. Eles devem ter cuidado desde o início e, como as mulheres, viver uma vida saudável, dizer não ao estresse, evitar tabaco e álcool e seguir as recomendações médicas. A alimentação também é muito importante, existem substâncias como Cartinina, Arginina, Antioxidantes, Vitamina C ou ácido ascórbico, Glutationa, Selênio, Vitamina B12 e Coenzima Q 10, que auxiliam na saúde reprodutiva masculina. Leia mais em: Infertilidade masculina: causas e tratamentos

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