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4 coisas que você pode não saber sobre sexo oral

por Geovana Pereira Publicado em 8 de junho de 2017
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Quem tem medo do sexo oral?

Sexo oral, uma arte complexa. Muitas pessoas o colocam como número #1 da lista de preliminares por envolver muita intimidade, sensualidade e, claro, prazer. Mas as atividades sexuais não vêm com bula ou manual, muitas dúvidas surgem e, não tema, estamos aqui, com a ginecologista Alessandra Evangelista (SP), para respondê-las.

1. Posso pegar uma DST?

A prática de sexo oral requer que a mucosa oral (tecido que reveste a boca) de um dos parceiros entre em contato com o órgão genital do outro. A presença de qualquer lesão na mucosa pode propiciar a entrada de micro-organismos, dentre eles estão os causadores de doença sexualmente transmissíveis. Por exemplo, o papilomavírus humano, o HPV.

Há alguns anos, o famoso ator Michael Douglas explicou que seu câncer de garganta foi resultado de uma infecção pelo papilomavírus humano, adquirida pela prática de sexo oral em mulheres. A declaração do ator causou um frenesi na mídia, mas não se trata de um caso isolado, estamos falando da DST mais frequente do mundo.

Algumas das doenças relacionadas ao HPV são os cânceres de pênis, garganta e ânus; câncer de colo do útero, vulva, vaginal e anal, lesões pré-cancerosas, verrugas genitais e infecções. Vale ressaltar que segundo o Ministério da Saúde os cânceres de garganta e de boca são o 6º tipo de câncer no mundo, com 400 mil casos ao ano e 230 mil mortes. No Brasil, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), sem considerar o câncer de pele não melanoma, o câncer da cavidade oral está entre os cinco mais incidentes estimados em 2016. Entre os homens, são 11.140 casos, para 4.350 acometimentos em mulheres. Além disso, mais de 90% dos casos de câncer anal são atribuíveis à infecção pelo HPV.

A verdade é que, como em outras DST's, tanto os homens quanto as mulheres podem transportar o vírus de forma assintomática, ou seja, não é possível saber quem tem a doença. Portanto, nós convidamos você a desfrutar do sexo oral, mas SEMPRE com cautela.

2. Existem preservativos especiais para sexo oral?

Para diminuir significativamente a possibilidade de contrair uma doença sexualmente transmissível, qualquer prática sexual precisa ser feita com preservativo.

Se você está pensando em fazer sexo oral no seu parceiro e não quer correr nenhum risco, saiba que existem preservativos especialmente concebidos para esta função. Além das camisinhas comuns, você pode encontrar em sex shops modelos mais finos e com menos lubrificação, sem contar a variedade de cores e texturas. Bem, sabemos que nos homens a camisinha protege todo o corpo do pênis até sua base, mas fique atenta a qual parte você vai explorar, porque não haverá uma proteção como, por exemplo, na bolsa escrotal ou no ânus.

Em se tratando do sexo oral em mulheres, na gringa, existe um tipo de quadradinho plástico vendido especialmente para essa função, mas o mercado brasileiro não possui nenhum produto do tipo. A camisinha feminina cobre apenas parte da vulva (parte externa da vagina), o que não protege por completo. Então o ideal é recorrer a alternativas como o papel-filme. O preservativo masculino de látex também pode ser adaptado, basta cortar as extremidades, cortar no sentido do comprimento e usar para cobrir toda vulva impedindo o contato entre a boca e o órgão genital.

3. Sexo oral durante a gravidez, sim ou não?

Grávidas tendem a pensar que alguns tipos de contato sexual pode ser prejudicial à saúde ou ao feto. Mas a menos que o obstetra tenha restringido a prática sexual por um motivo médico, não há por que não fazer. O sexo oral na gravidez requer os mesmos cuidados do que em outros momentos da vida: usar proteção para evitar a transmissão de qualquer DST.

4. Ingestão de esperma faz mal?

De acordo com o urologista Eduardo Tanaka (SP), a resposta é não, o esperma em si não faz mal para a saúde. Mas é aquela velha história, devido ao contato direto entre mucosas e fluidos genitais, o ato pode representar uma ameaça se o parceiro possuir alguma doença sexualmente transmissível ou doença infecciosa. É importante saber que muitas doenças também podem ser transmitidas pelo sêmen, como, por exemplo, hepatite, gonorreia e HIV.

Portanto, se você tem 1000% de certeza de que seu parceiro não possui nenhuma doença que possa ser transmitida pelo sêmen e fica completamente à vontade com a ideia, não há problema nenhum em engolir. Uma dica interessante: caso o casal queira que o esperma fique menos amargo, basta incluir a ingestão de frutas em todas as refeições. Só não espere milagres, estamos falando de uma secreção assim como a transpiração, por exemplo, por isso a mudança total do gosto é impraticável.

Veja também: As melhores posições para fazer sexo oral

9 posições para fazer sexo oral © culturacolectiva

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