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Maternidade

Exames que indicam que você está saudável para engravidar

por Ana Paula Sanches Publicado em 14 de setembro de 2015
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A saúde do seu bebê depende diretamente da sua, então é melhor se cuidar, né!?

Se o seu desejo é ter uma gravidez planejada e todo o acompanhamento para garantir a saúde do seu futuro bebê, saiba que os preparativos da chegada do novo membro da família envolvem muito mais do que o pré-natal feito a partir do momento que você descobre a gestação: o ideal é que, antes de engravidar, você faça alguns exames que indiquem se você está saudável o bastante para gerar uma vida – afinal, a saúde do feto dependerá diretamente da sua. Quer descobrir quais são esses exames? Conversamos com especialistas de diversas áreas da saúde e eles explicaram a importância de todos eles, um a um:

Exame de sangue são cruciais!

Fazer um hemograma completo antes de engravidar é o primeiro passo para assegurar que você está realmente saudável. “O hemograma é importante para verificarmos alterações como infecções, anemias e intoxicações no corpo”, afirma o ginecologista e obstetra Isaac Yadid, especialista em reprodução humana e diretor médico da Primordia Medicina Reprodutiva (RJ).

Verificação dos níveis de glicemia

Segundo o ginecologista Isaac, esse exame deve ser pedido logo na primeira consulta antes da gravidez se concretizar e, se tudo estiver dentro dos padrões, repetido entre a 24ª e 28ª semana da gestação, que é a fase em que o corpo apresenta maior dificuldade para assimilar o açúcar. Ele é importante porque indica o nível de glicose presente no sangue e detecta o diabetes – problema que deve ser evitado a todo custo, pois o diabetes gestacional gera problemas graves tanto à mamãe quanto ao bebê.

Você sabe o que são o sistema ABO e o fator Rh?

O sistema ABO é um exame que identifica o tipo sanguíneo da mãe e o fator Rh determina se ele é positivo ou negativo. Acha que isso não é importante? Reveja seus conceitos: você e seu marido devem fazer os testes para saber qual será a combinação sanguínea entre vocês e, assim, descobrir se ela poderá causar problemas ao futuro bebê. “Se a mãe for fator negativo e o bebê positivo, por exemplo, pode ser que um quadro de eritoblastose fetal, que é quando o sangue da mãe e o do bebê entram em contato no parto. O problema é que isso cria um ‘anti-Rh’ no corpo da mulher, e caso ela queira ter outro filho, as hemácias deste futuro bebê serão destruídas. Fazendo esse exame logo no começo da gestação conseguimos identificar se o problema existirá e ministrar um medicamento logo após o parto que impede que a condição se concretize”, explica Isaac.

Reação para toxoplasmose e rubéola

São solicitados na primeira consulta antes de engravidar. Estes exames servem para indicar se a futura gestante já teve contato com o agente causador da toxoplasmose, ou da rubéola, uma das principais causadoras da cegueira infantil

Sabia que a tireoide pode interferir na sua gravidez?

A tireoide, glândula localizada na região central do pescoço, é a grande responsável pela secreção de hormônios cruciais para o bom funcionamento do organismo. Sendo assim, caso ela esteja com algum tipo de problema, a gravidez pode ter complicações. É o que explica a endocrinologista Ruth Clapauch, vice-presidente do Departamento de Endocrinologia Feminina e Andrologia da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia: “A tireoide exerce papel importante no processo de ovulação e produção da progesterona, importante para manter a gestação, portanto, seu mau funcionamento pode ocasionar dificuldade para engravidar e aumentar as chances de aborto”.

Futuras mamães que já possuem problemas como o hipo ou o hipertireoidismo devem ficar atentas, pois durante a gestação os níveis de normalidade dos hormônios tireoidianos são diferentes, acelerados. Caso eles não estejam adequados, o feto pode desenvolver um atraso intelectual e a mãe pode até mesmo sofrer um ataque cardíaco. Se você já sabe que possui alguma alteração na tireoide, procure um endocrinologista antes de aumentar a família.

Exames de fezes e urina

Recomenda-se realizar a urinocultura para rastrear possíveis infecções urinárias – especialmente a bacteriúria assintomática, quadro de infecção que não tem sintoma nenhum e que, quando não tratado, pode levar a partos prematuros e recém-nascidos abaixo do peso.

Os exames de fezes, por sua vez, são importantes para identificar a presença de bactérias e protozoários que podem causar complicações principalmente à gestante, como a anemia.

Papanicolau e ultrassons

​Os ultrassons são fundamentais para identificar má formações nos órgãos reprodutivos que possam comprometer o crescimento do feto. Já o Papanicolau deve ser feito antes de a mulher engravidar a fim de se identificar doenças, como câncer de colo do útero.

E para quando você já estiver grávida...

Graças aos avanços da medicina, atualmente já é possível descobrir possíveis anomalias genéticas e intelectuais do seu bebê com apenas 9 semanas de gestação: trata-se do NIPT, exame cuja sigla significa, numa tradução livre, “testes pré-natais não invasivos”. Como o próprio nome já diz, não se trata de um rastreamento agressivo: basta apenas colher uma amostra do sangue da gestante e, a partir dela, comparar os pares de cromossomos da mulher, do pai e do próprio feto. Isso é possível porque logo no começo da gestação já existem células do feto na corrente sanguínea da mãe. “Por meio dessa triagem, conseguimos pesquisar a existência da Síndrome de Down, Síndrome de Patau e Síndrome de Edwards, por exemplo, além de revelar o sexo do feto. Um resultado negativo já deixa os pais tranquilos pelo resto da gestação”, afirma Andre Hahn Magarinos Torres, médico responsável pelo serviço de atendimento ao médico do Laboratório Richet.

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