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Como os estúdios de ciclismo indoor reinventaram o spinning

by Juliana Vaz Published on 1 de junho de 2016

Quando falamos em exercícios que derretem calorias, aulas aeróbicas são apostas certeiras. O desafio é transformar atividades já conhecidas em algo novo – e desafiador!

Na moda, clássicos são sempre revisitados. Muda-se a cor ou o jeito de usar e pronto!, cheiro de nova tendência no ar. Com as aulas de spinning, aconteceu o mesmo. Pedalar o mais rápido que conseguir já não basta: a pegada agora é exercitar mente e corpo juntos. Como? Contamos a seguir.

Do começo: o que é spinning?

Spinning (ou ciclismo indoor) é uma aula aeróbica intensa em que o ritmo das pedaladas se alternam, desafiando a força cardiorrespiratória e muscular das coxas, panturrilhas, quadríceps e glúteos. Ah, claro, o fôlego é parte fundamental na execução dos movimentos.

Bicicleta e música animada. Aí terminam as semelhanças entre as o spinning tradicional e aulas dos estúdios de ciclismo indoor, que são febre entre celebridades de São Paulo, Nova York, Los Angeles a Paris – até Michelle Obama é fã, okay?

As academias boutiques

O primeiro estúdio da atividade surgiu nos Estados Unidos, dez anos atrás, com abordagem de exercitar o corpo e a mente. Tudo isso de uma só vez. No Brasil desde 2015, a Spin ´n´ Soul e a Velocity são os únicos estúdios que oferecem o mesmo estilo de aulas em São Paulo. Os espaços dedicados ao pedal são climatizados e oferecem serviços vip, como a agenda flexível de aulas (você pode pedalar na hora do almoço, por exemplo), e, na saída, ter sua refeição te esperando (paga à parte do valor das aulas).

O treino é embalado por hits pop de Rihanna, Beyoncé, Justin Bieber, entre outros. Um painel eletrônico compara seu resultado ao dos demais alunos em um ranking de quem queimou mais calorias. Outra inovação no método é a associação com halteres – para exercitar os membros superiores (tríceps, ombros e costas) – e flexões ritmadas usando o guidão da bike.

Apesar do som animado, o ambiente inspira tranquilidade: a iluminação é indireta, com velas aromáticas, professores repetindo frases de incentivo e orientando cada movimento com calma – nada de generais gritando. O local onde acontecem as aulas é chamado de “cardio santuário”, um espaço para a conexão de energias positivas e de gasto de energia.

E como é a aula? A repórter testou

Confesso que sou cética e achava um grande blá-blá-blá a tentativa de relacionar tranquilidade mental a exercícios. Para mim, esporte é concentração e explosão de energia, apenas. Mas, me propus a tentar. Afinal, quem não quer queimar calorias? Eu quero sempre.

O “porém” é que detesto exercícios aeróbicos, que geralmente são repetitivos e ainda tenho péssima coordenação motora. O primeiro desafio é encaixar a sapatilha nos clips do pedal e a ajuda do staff é necessária. A aula começa e o professor já te diz que deixe o stress lá fora, para se concentrar em você, na sua respiração e no ritmo contínuo das pernas. Fechado. Estava tímida no começo, só que à medida que as músicas vão ficando mais intensas, ficou fácil me soltar. Mas, girar a toalha, não. É animação demais para mim.

A falta de coordenação ficou evidente na hora das flexões: enquanto eu abaixava, a galera subia. Nem liguei e continuei (afinal, calorias). Mesmo que você faça atividades físicas ou pegue pesado na musculação, não se engane: as pernas vão queimar – e muito. Como se o professor previsse, a intensidade diminui até que voltar para o ritmo moderado e a sensação de ardor passar. O detalhe é que isso se repete algumas vezes... foque nas pernas durinhas e continue! O som vai ficando mais lento e, admito, é possível relaxar.

Ao fim da aula, desencaixar a sapatilha do pedal foi mais uma leve trollagem. Todos se alongam usando a bike como apoio, e a endorfina (neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar) é tanta que ninguém liga – ao menos, eu não – para o suor que ainda está pingando da testa.

Dicas gerais

  • Muita água! Você vai ter sede...
  • ... e vai suar! Por isso, use roupas (top, camiseta, shorts ou legging) de um tecido leve que permita troca de calor com o ambiente.
  • Coordene a respiração com os movimentos, assim, vai melhorar a circulação sanguínea e cansar menos.
  • Para os iniciantes, a recomendação é começar com duas sessões por semana e depois aumentar a frequência para três ou quatro. Como as aulas trabalham o corpo inteiro, é necessário descansar e recuperar os músculos a fim de evitar lesões.
  • Não há matrícula ou taxas adicionais, a compra de pacotes é feita online e os preços variam de acordo com a quantidade de aulas adquiridas (unitária ou pacote). Outra vantagem são as diversas opções de horários: algum vai se encaixar na agenda!

Você já fez alguma aula de ciclismo indoor? O que achou? Conta pra gente nos comentários!

Essa matéria foi escrita por @vazjuliana e editada por @cicaarra

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