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Incontinência urinária feminina: o que é, quais os tipos e tratamentos

by Juliana Vaz Published on 7 de maio de 2016

Muitas mulheres já passaram por isso. Na verdade, a maioria das pessoas que sofrem com a doença são elas

A incontinência urinária pode atingir mulheres muito antes da menopausa. “O vazamento de urina mais comum nesse grande grupo ocorre quando há algum esforço: a paciente tosse, espirra, faz exercícios ou até durante a relação sexual”, explica Carlos H. Suzuki Bellucci, coordenador geral do Departamento de Urologia Feminina da Sociedade Brasileira de Urologia.

O que é incontinência urinária?

Esfíncter. Esse nome estranho designa o grupo muscular que envolve a uretra e atua como se fosse uma válvula. Trabalha em sincronia com a bexiga: enquanto ela está relaxada, esses músculos ficam contraídos. Ao fazer xixi, o órgão contrai e é a vez do esfíncter “descansar”. O problema é quando o trabalho não acontece nessa ordem.

Há mais de um tipo?

Sim. Há três tipos e explicamos a seguir:

“A perda involuntária, sem o desejo de urinar, durante um espirro, gargalhada ou atividade física é chamada de incontinência urinária de esforço”, diz Carlos.Também pode acontecer durante a penetração sexual. O pênis pode pressionar a parede vaginal contra bexiga, fazendo com que algumas gotas (ou muitas) acabem vazando. Que tal ficar por cima? Assim, você controla os movimentos.

E sempre bom lembrar: converse com o parceiro e não deixe que isso atrapalhe, ok? Essa “falha de sincronização” acontece pelo enfraquecimento da musculatura do esfíncter e do assoalho pélvico, que dá suporte à bexiga. Fatores genéticos, tabagismo, excesso de peso e, frequentemente, após a gestação.

Outro tipo é é a incontinência urinária de urgência (também conhecida por bexiga hiperativa). Apesar de estar quentinha e confortável na cama, você levanta no meio da noite duas ou três vezes para fazer xixi? Ou a vontade de ir ao banheiro é tão grande que seus compromissos sociais são baseados na proximidade de toaletes do barzinho, talvez seja hora de falar com seu médico.

​“Considera-se normal acordar ao menos uma vez durante a noite para esvaziar a bexiga e ir até oito vezes durante o dia ao banheiro. É uma média e claro que pode variar. Mas, podem acontecer episódios isolados, como a ingestão de alimentos com cafeína ou muito mais liquido que o de costume. Aspectos como impacto social e emocional da paciente são levados em consideração antes de um diagnóstico definitivo, sem dúvida”, diz Carlos.

Há também a incontinência urinária mista que apresenta sintomas da bexiga hiperativa e incontinência de esforço. É comum que mulheres que nessa condição evitem beber água (ou líquidos em geral), usem absorvente ALL THE TIME e até deixem de sair de casa (!) por sentirem vergonha de ter que ir ao banheiro com frequência. Imagine o quanto isso não limita a rotina delas? É mais comum em idosas, pessoas com problemas neurológicos ou vítimas de acidente com impacto na medula.

Tratamentos

Uma das alternativas é a realização de cirurgia com aplicação de Botox nos músculos da região pélvica. "A toxina botulínica nada mais é que um relaxante muscular que inibe as contrações involuntárias que causam incontinência", explica Carlos H. Suzuki Bellucci. No entanto, a substância é absorvida pelo organismo e precisa ser reaplicada, em média, a cada nove meses. A cirurgia de sling é outra opção: o procedimento consiste em posicionar uma espécie de tela abaixo da uretra a fim de reforçar o suporte da bexiga. Medicamentos de uso oral também são amplamente utilizados.

Tratamentos alternativos para incontinência urinária

É cientificamente comprovado: a fisioterapia e o Pilates são grandes aliados no combate ao problema. "As atividades estimulam o trabalho muscular da região abdominal e melhoram o desempenho do assoalho pélvico", comenta Carlos. O mesmo se aplica à nova ginástica hipopressiva ou Low Pressure Fitness: criada pelo fisioterapeuta belga Marcel Caufriez, trabalha com posturas isométricas e controle da respiração.

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