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Tudo o que você precisa saber sobre a polêmica sirtfood diet

by Juliana Vaz Published on 20 de junho de 2016
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Apesar de permitir vinho tinto e chocolate, a dieta restringe o consumo calórico e pode ser prejudicial a longo prazo

Paleo, Dunkan... Lembra-se da febre que foram essas dietas anos atrás? A sirtfood diet pode ser apenas mais um nome da moda, a despeito de seus adeptos famosos, como a cantora Adele.

Do começo: de onde veio esse nome?

A dieta do momento é baseada na ação de um grupo de genes presentes em nosso organismo: as sirtuínas. Destes genes, cientistas identificaram enzimas (SIRT1 a SIRT7) que, em meio a um complexo sistema biológico, protegem as células de inflamações, do envelhecimento e do acúmulo de gordura. “Quando acionadas, as sirtuínas atacam a formação de células de gorduras brancas, ativam a quebra de lipídios, reduzem a biossíntese de triglicerídeos, além de reduzirem o estresse e a oxidação celular”, explica Sabrina Theil, nutricionista da Clínica Dermais (RJ).

Essas enzimas seriam acionadas durante a regulação metabólica que o organismo sofre durante períodos de baixa ingestão calórica. Ou seja: quando o corpo passa por jejum ou reduz drasticamente o consumo de alimentos. Porém, estudos apontam que determinados alimentos seriam capazes de interagir com as sirtuínas do nosso organismo, pois mimetizariam esse processo, evitando o jejum (ufa!).

O que é sirtfood?

Apelidados de sirtfoods, nada mais são que alimentos ricos em antioxidantes, especificamente os polifenóis. “Eles são um grande grupo de compostos fenólicos que possuem capacidade de melhorar a saúde e prevenir inúmeras doenças, devido às suas propriedades anti-inflamatórias e cardioprotetoras”, diz Sabrina. Um dos mais “famosos” antioxidantes é o resveratrol. A substância é estudada há anos por diversos cientistas, e é uma das únicas que ativam diretamente o SIRT1 (responsável pelo aumento de atividade celular e antienvelhecimento dos tecidos). Os alimentos ricos em resveratrol são bem saborosos, não há como negar: uva vermelha, no vinho tinto, amendoim, nozes, morango, maçã, mirtilo, chocolate amargo, chá verde, couve, azeite e até o café entra na lista.

A dieta

Apoiados na teoria de ativação das sirtuínas, os nutrólogos Aidan Goggins e Glen Matten desenvolveram a dieta que apresentam na publicação do livro “The Sirtfood Diet” (sem previsão de lançamento no Brasil). A proposta é incluir na alimentação itens que coloquem as sirtuínas para trabalhar e, como consequência, estimulem a metabolização da gordura. Embora, exista um cardápio e receitas a serem seguidas, a ingestão calórica é restrita a apenas 1.000 na primeira semana e 1.500 na semana seguinte – a recomendação diária para mulheres ativas fisicamente é de 2.500.

Especialistas do mundo todo têm questionado a dieta, que, apesar do comprovado emagrecimento de pacientes, apontam o cardápio como sendo pouco sustentável a longo prazo. “As estratégias nutricionais devem ter como objetivo a saúde e bem-estar. O planejamento alimentar é feito respeitando a individualidade bioquímica de cada um. A perda de peso é conquistada com o tempo e por intermédio da mudança de hábitos – da alimentação ao estilo de vida”, conclui a nutricionista Sabrina Theil.

Esse texto foi escrito por @vazjuliana e editado por @cicaara

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