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Atchim! Você sabe a diferença entre os sintomas de gripe, resfriado e alergia?

by Juliana Vaz Published on 28 de junho de 2016

Basta cair um pouquinho a temperatura para que as doenças respiratórias deem as caras: a garganta começa a arranhar, e a coriza do nariz faz do lenço de papel acessório indispensável da sua it-bag

Nariz entupido, garganta seca, coceira nos olhos e leves dores no corpo são sintomas clássicos do resfriado. E da gripe. Ops, e da rinite alérgica também! Apesar das semelhanças, essas doenças são causadas por diferentes agentes. Quais são eles? Pedimos para que os especialistas Mauro Gomes, diretor da Comissão de Infecções Respiratórias da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, e Julival Ribeiro, infectologista da Sociedade Brasileira de Infectologia, esclarecessem essas e outras dúvidas.

Gripe versus resfriado

Tanto a gripe quanto o resfriado são infecções transmissíveis, porém, causadas por diferentes tipos de vírus. “O agente etiológico da gripe é o Myxovirus influenzae (também chamado Influenza). Já o resfriado é transmitido por mais de 100 espécies virais – o principal é o Rinovírus – e os sintomas de infecção aparecem dois ou três dias após a exposição ao agente”, diz Julival Ribeiro.

A coriza, espirro, dor de garganta, olhos lacrimejando e sonolência são sintomas em comum entre as duas doenças. No entanto, a gripe é uma infecção considerada mais grave e altamente contagiosa. “Os sintomas têm início súbito e são mais fáceis de identificar: febre alta, fortes dores de cabeça e no corpo, tosse seca e fraqueza”, explica Mauro Gomes. “Já em resfriados as manifestações são mais leves, a febre não é tão comum, as dores corporais são menos intensas e raramente ocorre fraqueza”.

Como são transmitidos?

O frio influencia bastante na transmissão dos vírus, já que as pessoas tendem a ficar mais tempo em lugares fechados e sem circulação de ar. Se alguém doente, seja com gripe ou resfriado, tossir ou espirrar sem proteger a boca, as gotículas de saliva contaminam o oxigênio ao redor. Ficar neste ambiente é o bastante para ser infectado Compartilhar objetos (utensílios de cozinha, telefone) também facilita a transmissão.

Previna-se!

  • Higienize as mãos com sabão e água, ou álcool em gel (solução de 70%).
  • Evite manipular lenços e objetos usados por uma pessoa doente
  • Se estiver doente, utilize lenços descartáveis ao espirrar, tossir e falar.
  • Não tem lenço? Proteja a boca com as mãos e as lave em seguida.
  • Vacine-se. Com a imunização anual é possível evitar complicações da gripe, como uma pneumonia.

E a rinite?

É uma reação do sistema imunológico ao inalar partículas alérgenas (que causam reações alérgicas). E a principal responsável pela rinite está presente em diversos ambientes que frequentamos: a poeira doméstica.

Essa poeira é composta por pelos de animais, descamação da pele, bactérias, fungos e principalmente os ácaros, que se proliferam com facilidade em ambientes úmidos. “O tipo que mais causa alergias é o Dermatophagoides spp, que se alimenta de material orgânico da pele do homem e de animais e fungos e são frequentemente encontrados nos colchões, travesseiros e estofados”, explica Mauro Gomes, diretor da Comissão de Infecções Respiratórias da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia.

Em contato com essas substâncias, o sistema imunológico tenta expulsar as partículas estranhas do organismo, como forma de defesa. No entanto, os sintomas dessa “briga” são bem chatinhos: obstrução nasal, coriza, coceira no nariz, espirros e dificuldade respiratória. “Cerca de 30% das pessoas com rinite alérgica apresentam asma e, se isso ocorrer, pode apresentar também uma crise, sentindo falta de ar e cansaço”, diz Mauro.

Como prevenir crises de rinite

O primeiro passo é procurar um médico que faça um diagnóstico e recomende um tratamento adequado ao caso, uma vez que há diversos causadores de alergia e medicações. Com a doença sob controle, as crises alérgicas serão menos frequentes. Como regra geral, evite o contato com os alérgenos conhecidos e mantenha os ambientes de casa com o menor acúmulo possível de poeira.

Abaixo, algumas dicas práticas do especialista Mauro Gomes:

  • Evite carpetes e tapetes
  • Tire do guarda-roupas casacos, calças, cobertores e objetos que não são utilizados com frequência – e que acabam acumulando poeira
  • Troque a roupa de cama com frequência
  • Mantenha os ambientas da casa arejados e ventilados
  • Restrinja o acesso de animais de estimação ao quarto e, se resistir àquela carinha fofa, da cama também.

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by Juliana Vaz

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